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Brasil recupera espaço perdido para China na América Latina

Câmbio favorável e recessão estimularam exportações de produtos industriais.

Internacional / 11 Janeiro 2019 - 22:19

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A indústria brasileira perdeu espaço não só com a invasão de importados chineses em nosso mercado interno, mas também com o crescimento das exportações chinesas para as três principais regiões de destino dos embarques brasileiros de bens manufaturados: Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai), Aladi (Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela) e Nafta (Estados Unidos, Canadá e México).
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), porém, mostra uma ligeira melhora no quadro, a favor do Brasil, em 2017 (últimos dados disponíveis). Houve ampliação em merca-dos de produtos mais dinâmicos e menor ameaça chinesa.
“Isso certamente está associado ao encolhimento de nosso mercado interno, à permanência da taxa de câmbio em um patamar mais favorável à exportação, bem como à vigência parcial do Reinte-gra, que consiste em um instrumento de devolução ao exportador de impostos pagos e não ressarcidos no momento da exportação. O maior dinamismo da economia e do comércio mundial também foram fatores essenciais”, analisa o Iedi.
O dinamismo das exportações brasileiras (alta de 13,7%) para Mercosul, Aladi e Nafta foi maior que as da China (4,5%) entre 2015 e 2017, invertendo o quadro anterior entre 2012 e 2015 (queda de 17% e alta de 14%, respectivamente).
Produtos mais dinâmicos, classificados pelo Iedi como Oportunidade Aproveitada, avançaram de 25% em 2012 para 40% das exportações brasileiras em 2017 (53% no caso da China). A grande maioria destes produtos, pertencentes a setores como automobilístico, metalurgia básica, outros equipamentos de transporte, máquinas e equipamentos e não enfrenta ameaça das exportações chinesas.
Produtos classificados como Oportunidades Perdidas, que em sua quase totalidade sofrem ameaça direta de exportações chinesas, tiveram sua participação nos embarques brasileiros reduzida de 25% em 2012 para 21% em 2015 e 15% em 2017.
Os classificados como em Declínio caíram de 33% da pauta exportadora brasileira para Mercosul, Aladi e Nafta, em 2012, para 18% em 2015 e para 15% em 2017.
Finalmente, em Produtos em Retrocesso, houve aumento da participação do Brasil para as regiões analisadas: 17% em 2012, 26% em 2015 e 29% em 2017. Aqui, concentram-se produtos dos seto-res de petróleo, outros equipamentos de transporte e produtos químicos.
 

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