Brasil quer ampliar setor de serviços na exportação

Negócios Internacionais / 24 Abril 2017

O Brasil espera ampliar, nas próximas décadas, a participação do setor de serviços na exportação, segundo Marcelo Maia, secretário do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). De acordo com o último levantamento do Banco Central, de 2015, os serviços responderam por 1,91% das exportações brasileiras e 4% das importações. O resultado é discrepante se comparado à participação dos serviços no mercado interno, em que setor respondeu por 71% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O tema foi debatido durante o 8o Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (EnaServ), realizado na sede da Fecomercio-SP, na capital paulista, na semana passada.

Informa o Mdic, que o serviço registrou queda de 15,5% nas exportações entre 2014 e 2015, ocupando a 32ª posição entre os maiores exportadores. Quanto à importação de serviços, o Brasil, no período entre 2010 e 2015, avançou 19,2%, percentual inferior à média mundial, que foi de 24,9%. Segundo Marcelo Maia, o ministério estimula empresas brasileiras dos setores de arquitetura, design, audiovisual, games, publicidade e propaganda, engenharia, comércio eletrônico, entre outros. O secretário explica que os serviços geram empregos mais qualificados, além de agregação de valor e sofisticação aos bens agrícolas e industriais.

 

Senado aprova acordo com o México

O Senado aprovou na semana passada o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) entre Brasil e México, assinado pelos dois países em 26 de maio de 2015. O ACFI visa dar mais transparência, segurança jurídica e condições de retorno de capital aos investidores. O ministro Marcos Pereira comemorou a decisão do Senado. “Comércio e investimentos caminham juntos e por isso não poderia deixar de destacar os avanços nas negociações dos Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos. O governo brasileiro desenvolveu uma abordagem inédita para acordos de investimentos, focada no conceito de facilitação do fluxo de capitais, mitigação de riscos e na prevenção das controvérsias”.

O ACFI assinado com o México busca incentivar o investimento recíproco através de mecanismo de diálogo intergovernamental, apoiando empresas em processo de internacionalização. Por meio do ACFI, haverá maior segurança jurídica, divulgação de oportunidades de negócios, intercâmbio de informações, entre investidores e governo e entre governos, sobre marcos regulatórios e mecanismo adequado de prevenção e, eventualmente, solução de controvérsias. O novo modelo propicia um quadro sólido para os investimentos de parte a parte.

 

Cresce interesse chinês por cafés especiais

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) identificaram, nos últimos anos, o potencial do mercado chinês para os cafés especiais nacionais e ranquearam o país asiático como mercado-alvo no projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”. Em 2017, as 14 empresas que participaram da Hotelex Shanghai Expo Finefoods, maior feira do setor de hotelaria e food service da China, realizaram, entre 28 e 31 de março, US$ 2,025 milhões em negócios e estimam mais US$ 22,435 milhões nos próximos 12 meses. No ano passado, a participação de sete companhias brasileiras gerou US$ 3,5 milhões.

Segundo a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, o crescimento dos negócios na China evidencia a precisão que os gestores do projeto setorial tiveram no trabalho de pesquisa e “ranqueamento”, o que atraiu mais empresários brasileiros e despertou maior interesse por parte dos compradores e do público asiático. “A ascensão financeira chinesa nas últimas décadas tornou esse mercado muito atrativo. Realizamos um trabalho de pesquisa e promoção da qualidade dos cafés especiais brasileiros e, com isso, estamos confirmando a projeção de aprimoramento do paladar dos chineses para a bebida e de crescimento constante na aceitação do produto brasileiro”, explica.

 

Design brasileiro faz sucesso em Milão

O design brasileiro foi um dos principais protagonistas na 20ª edição do Fuorisalone durante a Semana do Design de Milão 2017. A exposição Be Brasil foi organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) de 3 a 15 de abril, com grande sucesso de público e mídia. Cerca de 116 mil pessoas visitaram a exposição na Università degli Studi de Milão, além dos seminários Be Brasil Talks em 7 de abril. “Estar presente na Semana do Design de Milão é uma incrível oportunidade para promover no mundo do design internacional a riqueza, sofisticação, criatividade e sustentabilidade do design brasileiro”, afirmou o embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da Apex-Brasil. Durante a exposição, 60 representantes do design brasileiro reuniram-se com 15 empresas italianas durante as rodadas de negócios. O resultado parcial indica que os negócios podem chegar a US$ 38,4 milhões nos próximos 12 meses.

 

Movimentação de cargas em Itapoá cresce 25,5%

O Porto Itapoá registrou um aumento de 25,5% no volume de contêineres no longo curso neste primeiro trimestre de 2017, em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar da recessão da economia, que causou uma baixa significativa nos volumes no final do ano passado, o Terminal conseguiu superar as expectativas na movimentação de contêineres de exportação e importação nesses três primeiros meses do ano. O destaque foi para as mercadorias importadas, cujo aumento chegou a 40% no período. As exportações registraram alta de 17,2%.

 

Puket inaugura no Catar 14ª loja internacional

No dia 5 de abril, a Puket deu mais um passo rumo à expansão internacional: a marca que participa do Texbrasil – Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira, resultado de uma parceria entre a Abit e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) – inaugurou sua segunda loja no Catar, no shopping Doha Festival City. Esta é a oitava loja da Puket no Oriente Médio, onde a empresa já mantém seis franquias nos Emirados Árabes Unidos.

 

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