Brasil pode ter mais 81% de milionários em cinco anos

Internacional / 15 Novembro 2017

Estudo mostra que 1% concentra mais da metade da riqueza mundial

Um estudo do banco Credit Suisse – Global Wealth Report 2017 –, divulgado nesta terça-feira, apontou que o número de milionários no Brasil poderá crescer 81% até o ano de 2022. Pelo levantamento, os atuais 164 mil de brasileiros que possuem acumulados mais de US$ 1 milhão subiriam para 296 mil.
O estudo também projeta que, em cinco anos, o Brasil pode contribuir com US$ 1,6 trilhão para aumentar o total da riqueza mundial e chegar a cerca de US$ 4 trilhões em ativos em termos reais.
A oitava edição do estudo mostra ainda que, na América Latina, o país que apresentará o maior crescimento no número de milionários será a Argentina, com uma alta de 127% chegando a 68 mil milionários.
De acordo com o novo relatório sobre as finanças globais publicado pelo Credit Suisse, o 1% mais rico da população possui mais de metade da riqueza mundial. Isso significa que cerca de US$ 140 trilhões estão nos bolsos dos ultra-ricos, enquanto mais de 3,5 bilhões de pessoas que vivem com menos de US$ 10 mil por ano possuem apenas cerca de 2,7% da riqueza global.
No Brasil a concentração de riqueza também não apresenta um resultado diferente. Cerca de 1% da população do país possui 44% da riqueza produzida.
Os Estados Unidos concentram atualmente o maior número de milionários no mundo (15,35 milhões), seguidos por Japão (2,69 milhões), Reino Unido (2,19 milhões), Alemanha (1,96 milhão) e China ( 1,95 milhão).
O Global Wealth Report 2017 projeta uma taxa de crescimento no número de milionários de 54% na América Latina, enquanto que na África o incremento será de 73%. A média global para os próximos cinco anos é de alta 22%. A expectativa é que o número de milionários no mundo suba dos atuais 36,5 milhões para 44 milhões de pessoas.