Brasil Pharma perdeu mais de R$ 1 bi em apenas 9 anos

Suspeita-se que a empresa era oca e não podia ter captado tanto dinheiro.

Acredite se Puder / 17:59 - 6 de jun de 2019

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As ações da Brasil Pharma tiveram uma desvalorização de até 44%, sendo negociadas na faixa de R$ 0,80, depois que a sua administração e o acionista controlador, Stigma II LLC, comunicaram o ajuizamento do requerimento de falência da companhia e convocação de assembleia geral extraordinária sobre o tema, em data a definir. A empresa, criada em dezembro de 2009 com o objetivo de abrir o capital e captar recursos, o que ocorreu em junho de 2011, conseguiu captar R$ 414 milhões, com a colocação de 24 milhões de ações ao preço de R$ 17,25 cada.

Como no IPO os controladores aproveitaram para ficar com uma participação de no máximo 50%, o controle da empresa passou difuso. Em julho de 2012, realizou a segunda Oferta Pública de Distribuição de Ações (“1º Follow-On”), e arrecadou mais R$ 488,4 milhões. Agora, fica difícil alguém explicar como gastaram os R$ 902,4 milhões tirados dos investidores e acumularam dívidas de R$ 150 milhões, em apenas nove anos.

Em 2011, um fundo do BTG Pactual empurrou na companhia o controle total da rede de franquias Farmais, que agora está sendo considerado um ativo, cuja venda foi suspensa e prejudicou o plano de recuperação. Suspeita-se que a empresa era oca e não podia ter captado tanto dinheiro, pois revelou em Fato Relevante o baixo valor arrecadado nos leilões de mercadoria e ativos, além da retomada dos imóveis e não amparadas pelo benefício da recuperação judicial.

Agora, alega estar impossibilitada de manter o pagamento de honorários advocatícios e de acessar seus sistemas de informática e de controle contábil, o que lhe impossibilita gerenciar suas operações e realizar o pagamento integral da folha salarial de seus colaboradores, também de acordo com o exposto no fato relevante. Com a palavra o BTG Pactual que chegou a ter 75% da Brasil Pharma.

 

Odebretch pode desalienar ações da Braskem?

A grande dúvida no momento é se o grupo Odebrecht vai entrar com pedido de recuperação judicial e como ficará sua participação na Braskem, dos seus poucos ativos saudáveis, mas foi dada como garantia em seis empréstimos bancários, que somam R$ 13 bilhões. O grupo quer evitar o pedido de recuperação judicial, mas teme que a Caixa execute suas dívidas, essa opção pode ser uma saída iminente.

Como ficará o controle acionário da Braskem? Para alguns analistas o grupo pode proteger essas ações, alegando na Justiça que são essenciais para a recuperação do grupo e a preservação dos empregos, argumentos que alguns juízes costumam levar em consideração. Essa participação acionária foi alienada para garantir empréstimos da controladora. Aí cabe uma pergunta: o que vale é o coração de um juiz ou o que prevê a lei?

Essa insegurança já afastou a Lyondell da Braskem. Apesar disso, muitos analistas insistem em recomendar a compra das ações dessa empresa. Será que isso é vantagem?

 

Omega compra projetos eólicos na Bahia

A Omega Geração comunicou ao mercado que concluiu a aquisição de 100% das Centrais Eólicas Assuruá, detentora dos projetos CEA I e CEA II, no interior da Bahia. A transação foi realizada no montante de R$ 1,92 bilhão, sendo R$ 1,01 bilhão em assunção de um endividamento líquido; R$ 548 milhões pagos em dinheiro à vista; R$ 30 milhões a serem pagos em dinheiro ao longo de segundo semestre deste ano e R$ 329 milhões a serem pagos em ações ou dinheiro, em até três anos, a critério da Omega. Os projetos CEA I e CEA II têm capacidade instalada de 303 MW e são formados por 13 centrais eólicas vencedoras dos Leilões de Energia de Reserva de 2013 e 2014, com início da operação comercial em abril de 2016 e fevereiro de 2018, respectivamente.

 

Randon criará subsidiária no México

A Randon vai constituir Suspensys Automotive Systems, subsidiária no México, para atuar no ramo de autopeças. O investimento inicial será de US$ 2 milhões.

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