Brasil perde R$ 382 bilhões em receita com trabalho informal

Para diretor do Dieese, política de formalização e de crescimento econômico bastaria para financiar o regime previdenciário.

Conjuntura / 22:50 - 11 de jun de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O Brasil deixou de arrecadar, em 2018, cerca de R$ 382 bilhões em tributos devido à economia informal, o equivalente a 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com levantamento realizado pela economista Vilma da Conceição Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) em matéria publicada pelo site Rede Brasil Atual (RBA).

Os dados mostram que a perda de arrecadação com a informalidade avançou, em relação a 2017, em decorrência da grave recessão e da lenta recuperação da economia, em que crescem apenas postos de trabalho sem proteção legal.

Só no início deste ano, o IBGE apontou um recorde de 11,2 milhões de empregados sem carteira assinada, outros 23,3 milhões autônomos e 6,2 milhões de trabalhadores domésticos, sendo que menos de um terço com carteira assinada.

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, explica que o aumento no número de postos de trabalho informais tem uma repercussão negativa sobre os governos federal, estaduais e municipais, que deixam de arrecadar com a falta de registros das empresas, além de causar impactos também na Previdência Social, que perde em contribuições.

Segundo Ganz Lúcio, com uma política mais voltada ao crescimento econômico e à formalização trabalhista, o governo não teria dificuldade em financiar o regime previdenciário.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor