Brasil e Japão reforçam parcerias e relação econômica

Apoiamos a entrada do Brasil o quanto antes na OCDE, disse o vice-ministro de Economia japonês.

Negócios Internacionais / 17:50 - 21 de out de 2019

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A 13ª reunião do Comitê Conjunto em Comércio, Promoção de Investimentos e Cooperação Industrial Brasil-Japão (MOE-METI, na sigla em inglês) foi marcada pela troca de experiências entre os dois países. Representando o governo brasileiro, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, presidiu o encontro na quinta-feira (17/10), na Japan House, em São Paulo (SP).

Da Costa destacou a importância da imigração japonesa para o Brasil, ressaltando que os laços nipo-brasileiros trouxeram influências para o país relacionadas à cultura do trabalho e também a características que se refletem nos mais diferentes campos, como arte, agricultura, culinária, esporte, entre outros.

O vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Comércio Exterior e Indústria do Japão (METI), Shigehiro Tanaka, representando a delegação japonesa, falou sobre os pontos de convergência entre as duas economias. Ele declarou que o Japão, como um dos membros mais antigos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apoia a acessão do Brasil à instituição.

Apoiamos a entrada do Brasil o quanto antes na OCDE e também trabalhamos para fechar um acordo de livre comércio entre Mecorsul e Japão”, disse o vice-ministro. Segundo Tanaka, o Japão já tem acordos comerciais com 17 países para incentivar o crescimento econômico por meio dos fluxos de comércio.

O encontro bilateral foi dividido em dois momentos. Na primeira sessão, as duas delegações governamentais reforçaram as parcerias que estão sendo desenvolvidas para ampliar a cooperação em diversos setores.

Em seguida, a reunião foi aberta à participação de representantes de empresas dos dois países. Durante a conversa, governo e setor privado definiram prioridades e próximos passos em direção a uma maior integração econômica entre o Brasil e o Japão.

 

Brasil preside reunião do Brics em Washington

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, e o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, presidiram na quinta-feira (17/10), em Washington, nos Estados Unidos, a reunião dos ministros da Economia e presidentes dos Bancos Centrais dos países do Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A pauta do encontro incluiu três temas que são prioridade na agenda de trabalho do Brics sob a presidência do Brasil em 2019: a expansão do número de membros do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ampliando sua atuação para além dos Brics; melhoria da efetividade do acesso ao suporte oferecido pelo NDB na preparação de projetos estruturados de investimento; e o avanço da implementação, no âmbito do Brics, do Programa de Operadores Econômicos Autorizados (OEA), que permitirá trâmite mais célere dos fluxos de comércio entre as aduanas dos cinco países.

Os principais benefícios para as empresas exportadoras ou importadoras, a partir do programa de operadores, incluem a diminuição do tempo de entrega em transações comerciais internacionais; a redução de custos com logística, pois a aduana levaria menos tempo para realizar o despacho; menos burocracia; melhoria da competitividade dos produtos nacionais; e maior integração das empresas brasileiras com cadeias globais de valor.
Esses temas serão aprofundados durante a Cúpula do Brics, em novembro, em Brasília (DF). Os trabalhos do agrupamento continuarão, no próximo ano, sob a presidência da Rússia.
A comitiva brasileira que está em Washington também participa das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) até sábado (19/10). Os encontros reúnem ministros de Finanças, presidentes de Bancos Centrais e outras autoridades para discutir questões econômicas e financeiras de interesse internacional.

Também compõem a comitiva brasileira o secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Gomes; a diretora de Assuntos Internacionais do BC, Fernanda Nechio; e o secretário executivo da Câmara Executiva do Comércio Exterior (Camex), Carlos Pio.

 

Fuga de dólares é a maior em 20 anos

O Brasil registrou, no acumulado dos últimos 12 meses, o maior volume de saída de recursos em moeda norte-americana em duas décadas. O saldo negativo alcançou US$ 32,008 bilhões, o pior número desde agosto de 1999, quando o fluxo cambial ficou no vermelho em US$ 40,680 bilhões, conforme dados do Banco Central. Na semana passada, o país voltou a registrar fortes saídas de recursos, a nona consecutiva de fluxo negativo. Entre 7 e 11 de outubro, a fuga superou as entradas em US$ 3,186 bilhões, depois de uma debandada de US$ 4,083 bilhões na semana anterior. No acumulado de nove semanas, o país perdeu, em termos líquidos, US$ 17,788 bilhões. As saídas de dólares têm persistido em 2019, com déficit de US$ 19,829 bilhões no acumulado do ano. No mesmo período de 2018, o fluxo estava positivo em US$ 20,311 bilhões.

De acordo com fontes do mercado ouvidas pela agência Reuters, uma das razões mais comentadas para justificar as saídas de recursos é a dinâmica de pré-pagamento de dívida por empresas brasileiras a credores no exterior. “A queda da Selic a sucessivas mínimas recordes reduziu o custo de captação de recursos no mercado local. Com isso, muitas empresas com dívidas em moeda estrangeira decidiram antecipar pagamentos dessas obrigações para se financiarem em reais. Esse movimento gera fluxo cambial negativo, o que exerce pressão de alta para o dólar”, explica uma dessas fontes.

 

Encontro debate valor agregado dos serviços

Os serviços que agregam valor a produtos, como por exemplo design e engenharia, estão contribuindo para fortalecer as estratégias nas áreas de agricultura e industrialização e para aumentar a capacidade de exportação de todos os setores econômicos. Divulgar os avanços e o potencial de crescimento nesse sentido é um dos principais focos da Reunião Internacional de Serviços de Valor Agregado em Exportação, que será realizada nos próximos dias 22 e 23 de outubro, no auditório do Bloco K do Ministério da Economia, em Brasília (DF).

O evento, organizado pelo Ministério da Economia em conjunto com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), a União Europeia (UE) e a Câmara Internacional do Comércio (ICC), terá a participação de especialistas em políticas comerciais, industriais e de serviços de vários países; organizações regionais e internacionais; e representantes do setor privado e da academia. Durante o encontro, haverá palestras sobre serviços e políticas públicas e painéis com especialistas no tema. O principal objetivo é ampliar o nível de conhecimento sobre o valor agregado dos serviços nas exportações.

A reunião será aberta pela secretária especial adjunta de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Yana Dumaresq; pelo secretário de Política Externa Comercial e Econômica do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Norberto Moretti; pela diretora da Divisão de Comércio Internacional e Commodities da Unctad, Pamela Coke-Hamilton; pelo economista-chefe e diretor-geral de Comércio da Comissão Europeia, Lucian Cernat; pelo embaixador da União Europeia no Brasil, Ignácio Ybañez Rubi; pelo coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Niky Fabiancic; e pela diretora-executiva da ICC Brasil, Gabriella Dorlhiac.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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