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Brasil e China facilitam exportação de alimentos

O foco inicial do memorando assinado é o setor de proteínas animais

Negócios Internacionais / 05 Novembro 2018

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a China Entry-Exit Inspection and Quarantine Association (CIQA), assinaram nesta sexta-feira (2), um memorando de entendimento para capacitação de empresas brasileiras com o objetivo de auxiliá-las a entrar no mercado chinês. O acordo, assinado durante seminário promovido pela Apex-Brasil em Xangai para debater questões de segurança alimentar, tem como foco inicial o setor de proteínas animais e vai promover trocas de experiências, realização de seminários internacionais, intercâmbio de equipes, e treinamento das empresas sobre a regulamentação para acesso de produtos do agronegócio ao mercado chinês.

Na esteira da crescente preocupação global com a segurança alimentar, como um dos principais produtores mundiais e o maior exportador líquido de alimentos, o Brasil dedica-se a manter um alto padrão de controle de segurança e se tornar o parceiro de confiança do mundo no agronegócio. Hoje, por exemplo, mais de 190 países dependem de produtos agroalimentares brasileiros.

De acordo com a diretora de negócios da Apex-Brasil, Marcia Nejaim, o objetivo do Brasil é consolidar a parceria estratégica e a posição de liderança que o agronegócio brasileiro já tem no mercado chinês, em especial expandindo a pauta exportadora. “Mesmo sendo o principal mercado, o comércio bilateral ainda está aquém do que poderia ser. Há oportunidades em diversos setores, como frutas, vinhos, cachaças, alimentos processados, cafés especiais, superfoods, entre outros”, avalia Márcia.

A diretora da Apex-Brasil acredita que para aumentar a pauta exportadora brasileira o empresário precisa entender como funciona a regulamentação do mercado chinês. “Por isso vamos assinar esse memorando. É uma forma de aprofundar o conhecimento a respeito das boas práticas e padrões de segurança exigidos pela China. Espero que essa discussão possa inspirar a contínua melhoria dos nossos sistemas de produção, gerando assim mais exportações para a China”, afirma.

Em seu discurso de abertura, o presidente da CIQA, Wang Xin, destacou a parceria entre Brasil e China, ressaltando que a assinatura do acordo com a Apex-Brasil é um passo fundamental entre os dois países para promoção de negócios, especialmente do agro.

 

Exportações em outubro têm alta expressiva

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) divulgou os dados da balança comercial do mês de outubro. Foi o segundo maior valor para as exportações já registrado na série histórica, com as vendas externas do país atingindo de US$ 22,226 bilhões, o que representa um crescimento de 12,4% em relação a outubro de 2017, e de 0,7% em relação a setembro de 2018, pela média diária. No período em análise, as importações totalizaram US$ 16,105 bilhões, aumento também de 12,4% sobre o mesmo período do ano anterior (US$13,6 bi), e retração de 1,5% sobre setembro de 2018, pela média diária. O saldo comercial do mês apresentou superávit de US$ 6,121 bilhões, valor 17,9% superior ao alcançado em igual período de 2017, US$ 5,193 bilhões.

Para Herlon Brandão, diretor de Estatística e Apoio à Exportação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, um dos principais destaques foram as exportações de soja, que surpreenderam. “Embarcamos mais de 5 milhões de toneladas de soja em outubro, o que não é comum para o mês, e em todo o ano foram 74 milhões de toneladas. É um recorde, mesmo considerando anos fechados. E 80% da soja brasileira embarcada para o exterior tem a China como destino. O país tem demandado muito a soja brasileira”, disse.

No acumulado do ano, as exportações foram de US$ 199,171 bilhões. Sobre 2017, houve um crescimento de 8%, pela média diária. As importações, de janeiro a outubro, somaram US$ 151,450 bilhões, com aumento de 20,6%, também pela média, sobre o mesmo período de 2017 (US$ 125,009 bilhões). O superávit acumulado está em US$ 47,721 bilhões.

 

Brasil e EAU buscam mais comércio

Ao encerrar visita aos Emirados Árabes Unidos (EAU), onde esteve na exposição Agriscape, em Abu Dhabi, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou de reuniões com autoridades do país árabe. Um dos resultados dos encontros oficiais foi uma proposta de cooperação entre os dois países em cinco áreas prioritárias: carnes, grãos, lácteos, frutas e açúcar. “Há crescente produção desses produtos no Brasil e as empresas brasileiras têm grande interesse em ampliar a participação no mercado dos Emirados Árabes”, afirmou o ministro.

Maggi disse que poderá apoiar missões dos EAU ao Brasil para identificar parceiros com foco nos interesses mútuos. Os árabes sugeriram a realização de seminários e reuniões para o aumento das relações comerciais entre os dois países. Eles também manifestaram interesse em importar mais genética animal do Brasil para o Sudão. O ministro Blairo Maggi enfatizou que o objetivo da missão é justamente estimular o comércio e o intercâmbio entre interessados em investimentos. Ele destacou a localização estratégica do país árabe na região.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com