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Brasil e Argentina buscam acordo com União Europeia

Entre as questões negociadas, dentro do Mercosul, estão a ampliação da cobertura e redução de valor da tarifa externa comum (TEC).

Negócios Internacionais / 29 Abril 2019 - 17:28

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Os ministros da Economia de Brasil, Paulo Guedes, e da Argentina, Nicolás Dujovne, se reuniram na sexta-feira no Rio de Janeiro para fechar questões bilaterais e, assim, abrir caminho para o fechamento de um acordo do Mercosul com a União Europeia. Depois da reunião, Guedes disse esperar que os dois blocos econômicos possam chegar a um acordo até o final deste ano. “Temos uma agenda comum de negociações bilaterais. Esperamos que nos próximos 30 dias, nós cheguemos a um acordo nessas questões bilaterais. Isso facilita muito nossas negociações conjuntas com a União Europeia”, disse o ministro brasileiro. “Isso vai nos permitir fechar um acordo com os europeus que estamos atrasados há décadas”.

Entre as questões negociadas, dentro do Mercosul, estão a ampliação da cobertura e redução de valor da tarifa externa comum (TEC). “A tarifa não pode ser um muro protecionista para isolar o Mercosul da economia mundial. Precisa ser um veículo de integração”, disse o secretário de Comércio Exterior brasileiro, Marcos Troyjo. Além do entendimento em questões comerciais, os dois países também buscam parcerias na área de infraestrutura, segundo Guedes. O ministro brasileiro disse ainda que o Brasil está disposto a apoiar todos os esforços argentinos para estabilizar a economia do país vizinho. “O ministro Nicolás e o presidente Macri [da Argentina] têm todo o nosso apoio”, disse Guedes.

 

Indústria eletrônica tem déficit de US$ 6,4 bi

No acumulado de janeiro a março de 2019, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 1,27 bilhão, 8,0% abaixo das apontadas em igual período do ano passado (US$ 1,38 bilhão). As exportações de componentes elétricos e eletrônicos recuaram 10,9%, totalizando US$ 585,7 milhões. Destacaram-se as reduções de eletrônica embarcada (-30%) e motocompressores herméticos (-24%). Por outro lado, as vendas externas de componentes para equipamentos industriais cresceram 28%, atingindo US$ 155 milhões, tornando-se, portanto, o item mais exportado do setor.

GTD foi a área que apontou a maior taxa de retração atingindo 24,0%, influenciada, principalmente, pelas reduções nas vendas externas de geradores (-44%) e grupos eletrogêneos (-36%). Já as vendas externas de bens de telecomunicações registrou incremento de 27,6% e as exportações de itens de automação industrial e de material elétrico de instalação expandiram-se 6,9%.

 

Câmara da China propõe parceria com SNA

Por indicação do cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Xu Yuansheng, membros da Câmara de Comércio de Importação e Exportação de Alimentos da China, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA), programaram uma visita à Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) no dia 14 de junho. A Câmara manifestou interesse em fazer uma parceria com a SNA para a realização do seminário China-Brasil Foods and Livestock, que irá debater o desenvolvimento do comércio de alimentos e pecuária entre os dois países. Na ocasião, também serão analisadas propostas de cooperação bilateral.

Para promover a exportação e importação de produtos alimentares e agrícolas, a CFNA organiza e participa de várias feiras e exposições na China e no exterior. Em junho, os membros da Câmara estarão presentes na Fispal Food Service, em São Paulo. A CFNA é uma organização de comércio e indústria sem fins lucrativos. Foi fundada em 1988 e reúne mais de 6.300 membros em toda a China, entre produtores, processadores, comerciantes e agentes. O valor de importação e exportação dos membros da CFNA representa cerca de 60% do total do comércio internacional da China. Os membros da Câmara comercializam produtos agrícolas, florestais e alimentícios.

 

Exportação de limão rende 80 mi ao ano

Conhecido mundialmente, o limão é bastante versátil, podendo ser usado como tempero em diversos pratos ou na preparação de sobremesas e sucos, mas, o produto não se destaca apenas na culinária. Ele é expressivo também para a economia brasileira. Na última década, a exportação do limão dobrou no País, representando um faturamento de cerca de R$ 80 milhões ao ano.

O Estado de São Paulo é o principal produtor e exportador da fruta, seguido por Bahia e Minas Gerais. “O Brasil é um dos maiores produtores mundiais do limão Tahiti e o maior exportador da fruta à União Europeia”, afirma Jeferson Boschetti, Sales Manager & Fresh/Frozen Specialist da DC Logistics Brasil.

Diversos produtores estão aderindo à exportação do produto, considerando um cenário bastante promissor. Na DC Logistics Brasil, a exportação do limão representa cerca de 30% do total de cargas refrigeradas exportadas pela empresa.

 

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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