Bradesco volta a analisar e destaca atrativos da Eletrobras

Ações têm potencial de valorização de 41%, podendo alcançar a cotação de R$ 54.

Acredite se Puder / 19:00 - 22 de out de 2019

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A Eletrobras, a mais atraente e complexa companhia elétrica da América Latina, conta com uma probabilidade de 60% de ser privatização e suas ações têm potencial de valorização de 41%, com as ordinárias com preço-alvo de R$ 54, e as preferenciais em R$ 55. Essas são as conclusões dos analistas do Bradesco BBI, que voltaram a acompanhar as atividades da empresa. Segundo o relatório encaminhado aos clientes, os técnicos da instituição acreditam que o projeto de lei necessário para a privatização deve chegar em breve ao Congresso e pode ser aprovado no primeiro semestre de 2020. Porém, existem alguns fatores desfavoráveis, como os riscos de atraso na aprovação do projeto que farão com que os passivos de empréstimo compulsório continuem subindo; a eliminação do dividendo prioritário das ações preferenciais tipo B dentro da cisão da empresa; e o alto capex para construção da usina nuclear de Angra 3.

 

Analistas excitados com a Yduqs

A estranha operação para a compra dos ativos da Adtalem Brasil deixou os especialistas das principais casas de análises brasileira completamente excitados, mas sempre com os mesmos e velhos batidos argumentos, sem apresentar nenhum novo. E no pregão da terça-feira, as ações da Yduqs subiram 5% e chegaram a R$ 42. Agora, pode-se considerar que se trata da JBS do setor educacional. Mas a excitação não contagiou a todos, pois os analistas do Morgan Stanley consideram que a Anima é uma das peças mais atraentes do setor de educação. Devido a isso, elevaram o preço-alvo de R$ 21,50 para R$ 23,50, mantendo a recomendação de overweight. Depois de lesco-lesco semelhante ao da Yduqs, como impulso dos lucros; fusões e aquisições; e operações iniciadas recentemente, reconhecem que a baixa liquidez dos títulos não atrai a atenção de muitos investidores. O engraçado é que terminam dizendo que a Anima pode se concentrar no tema da Medicina. Como isso está sendo muito aplaudido na transação da Yduqs, chegamos a conclusão que o Brasil vai formar tantos médicos, até para a exportação, concorrendo com Cuba.

 

Vendas do Carrefour sobem quase 9%

O Carrefour Brasil registrou vendas brutas, sem considerar gasolina, de R$ 14,442 bilhões no terceiro trimestre, segundo prévia operacional, representando alta de 8,9%, impulsionadas pela estratégia multicanal, iniciativas comerciais e expansão contínua do atacarejo (Cash & Carry). As vendas de mesmas lojas brutas, sem gasolina, tiveram expansão de 3,8%, enquanto o porcentual de alta considerando expansão ficou em 5%. Apenas as operações do Atacadão avançaram 9%, atingindo um faturamento de R$ 10,316 bilhões. Desse total, houve alta de 1,8% em mesmas lojas e de 6,9% advindo de expansão. Nas operações Carrefour, o faturamento somou R$ 4,125 bilhão, significando um incremento de 8,9%. Em mesmas lojas, a alta foi de 8,8% e com expansão de 0,2%.

 

Remédio para Alzheimer faz Biogen subir 42,5%

As ações da Biogen subiram 42,5% depois que a empresa farmacêutica anunciou divulgou o desenvolvimento de novo tratamento para a doença de Alzheimer, logo na abertura dos negócios na Nyse. Apesar dessa euforia somente com os resultados dos testes, o medicamento ainda terá de ser aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), o regulador norte-americano do setor. Este avanço da Biogen, caso seja bem-sucedido, pode ser um dos maiores conquista no mundo farmacêutico de todos os tempos. A empresa revelou que tomou a decisão de solicitar o pedido de aprovação do tratamento depois dos dados terem mostrado o resultado obtido nos doentes de Alzheimer, cuja capacidade para executar tarefas básicas tinha sido novamente restaurada. Em março deste ano, a Biogen anunciou que o aducanumab, o anticorpo desenvolvido para o tratamento da doença, tinha falhado, levando suas ações a desvalorizarem cerca de 25%, levantando dúvidas entre os analistas sobre o seu futuro.

 

Resultado pior do que o esperado

O mercado esperava desaceleração de vendas mesmas lojas do Atacadão devido a uma base de comparação difícil, inflação de alimentos fraca e aumento da concorrência de players regionais. Para analistas do Itaú BBA, resultados do Carrefour, no entanto, foram piores que o esperado.

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