Boris Johnson tem até fim do mês para definir plano do Brexit

Desde que assumiu o cargo em julho, premiê apresentou algumas propostas como alternativas ao recuo da fronteira irlandesa.

Internacional / 11:37 - 19 de set de 2019

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O primeiro-ministro da Finlândia, Antti Rinne, reuniu-se com o presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir o futuro do Reino Unido na União Europeia. Os dois líderes concordaram que Boris Johnson terá até o fim deste mês para definir por escrito um plano de Brexit.

"Concordamos que está na hora de Boris Johnson produzir as suas próprias propostas por escrito - se é que existem. Se nenhuma proposta for recebida até o final de setembro, acabou”, afirmou Antti Rinne após se ter reunido ontem com o presidente francês em Paris.

Johnson, por sua vez, disse que acredita em um possível acordo durante a cúpula em Bruxelas, em 17 de outubro, quando estarão reunidos todos os líderes da UE. O primeiro-ministro britânico insistiu que o Brexit acontecerá até o dia 31 de outubro, independentemente de haver acordo.

Desde que assumiu o cargo em julho, Johnson apresentou algumas propostas como alternativas ao recuo da fronteira irlandesa, a política que visa a impedir o retorno de uma fronteira rígida na ilha da Irlanda e um ponto de discórdia no acordo do Brexit da ex-primeira-ministra Theresa May.

A Finlândia ocupa atualmente a Presidência rotativa da UE e o primeiro-ministro do país pretende discutir o novo prazo com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e Boris Johnson nos próximos dias. Essa posição ainda não foi acertada com os outros países da UE.

"O dia 30 não é uma data precisa, discutida e acordada pelos 27 integrantes do bloco. Mas essas questões não são fáceis de resolver. Se querem estar devidamente preparados para a cúpula de 17 de outubro, o 30 de setembro já é apertado", disse um diplomata da UE à Reuters.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Jeppe Kofod, flanqueado pelo ministro das Empresas, Simon Kollerup, e pelo ministro das Finanças, Morten Boedskov, apresentou o plano de contingência do governo dinamarquês para lidar com as repercussões de um Brexit sem acordo que se aproxima rapidamente em entrevista coletiva na quarta-feira.

"Brexit, é um divórcio, no entanto, faremos o possível para evitar um divórcio infeliz", disse Kofod antes de apresentar quatro ações concretas que o governo dinamarquês planeja implementar em preparação para uma eventual saída britânica sem acordo do país da União Europeia.

Primeiro, o governo dinamarquês criará um grupo ministerial especial para lidar com um cenário de Brexit sem acordo. Segundo, uma preparação para emergências está sendo introduzida entre ministérios e autoridades, que devem ser capazes de lidar com filas, pressão nos serviços do governo e outros problemas imprevistos. Terceiro, o governo intensificará o diálogo com os centros de emprego e o mercado de trabalho para ajudar as pessoas afetadas pelos efeitos do Brexit no mercado de trabalho. Quarto, a comunicação e o aconselhamento às empresas serão fortalecidos, com ênfase particular nas pequenas e médias empresas.

Boedskov disse que "precisamos nos preparar para a pior situação possível", acrescentando que seu departamento revisará iniciativas de política tributária para aliviar as pressões nos negócios.

Durante uma extenuante coletiva na imprensa sobre a eficácia dos preparativos, os três ministros concordaram que era realmente quase impossível prever as consequências de um Brexit sem acordo.

"É importante enfatizar que um Brexit sem acordo terá consequências que não podem ser abrandadas, não importa quão bem preparados estamos", disse Kofod.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a RTP; e da Xinhua

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