Bolsonaro é citado em investigação do caso Marielle

Porteiro de condomínio diz a polícia que um dos acusados de matar a vereadora visitou o presidente horas antes do assassinato.

Rio de Janeiro / 23:12 - 29 de out de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao caderno de visitas do condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sul do Rio, onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa e o policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle. Segundo a polícia, as investigações sobre os assassinatos da vereadora e do seu motorista Anderson Gomes revelaram que um dos suspeitos dos crimes citou Jair Bolsonaro. Com isso, as investigações devem ser levadas para o Supremo Tribunal Federal, por conta do foro privilegiado de Bolsonaro. As informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional, nesta terça-feira.
De acordo com depoimento do porteiro do condomínio à polícia, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, entrou no condomínio e disse que iria para a casa do então deputado federal Jair Bolsonaro. Mas os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília no dia.
O porteiro contou que Élcio se identificou na portaria dizendo que iria para casa 58. Disse também que ligou pelo interfone e identificou a voz de quem atendeu como sendo a do “seu Jair” – ele confirmou isso nos dois depoimentos.
 

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor