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Bolsonaro diz que vai abrir "caixa-preta” do BNDES

O presidenciável eleito Jair Bolsonaro reiterou hoje a determinação de abrir os sigilos do Banco Nacional de Desenvolvimento...

Política / 08 Novembro 2018

O presidenciável eleito Jair Bolsonaro reiterou hoje a determinação de abrir os sigilos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tão logo assuma o governo em janeiro. Nas redes sociais, ele usou a expressão “abrir a caixa-preta”, que, segundo o presidenciável eleito, é um “anseio” dos brasileiros.

“Firmo o compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que esse é um anseio de todos”, escreveu Bolsonaro, no Twitter.

Ontem, o presidenciável eleito afirmou que essa é uma prioridade para ele. “Vamos abrir todos os sigilos do BNDES, sem exceção. É o dinheiro do povo e nós temos que saber onde está sendo usado.”

O BNDES foi alvo de investigações da Polícia Federal, que indiciou os ex-ministros Guido Mantega e Antônio Palocci, o ex-presidente da instituição Luciano Coutinho, além do empresário Joesley Batista, da JBS, por suspeitas de operações ilícitas.

 

Equipe de transição discute hoje privatizações e ajuste fiscal

Hoje, a equipe econômica de transição vai se dedicar para discutir privatizações e ajuste fiscal. O economista Paulo Guedes, confirmado para o superministério da Economia (que englobará Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio) convocou duas reuniões pela manhã e à tarde.

Guedes mencionou ontem, durante reunião com o governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), o chamado pacto federativo sustentado pelo programa de desestatização, que inclui projetos de concessão, parceria público-privada e privatização. Não foram citados nomes de empresas nem de companhias.

O assunto deverá ser tema de reunião com os governadores eleitos e reeleitos no próximo dia 14, em Brasília, com Bolsonaro e equipe. O objetivo de Guedes é acelerar os processos de privatização.

Há dois dias, Guedes afirmou que “está fora de questão” renegociar a dívida brasileira e que a futura equipe vai trabalhar para fazer reformas e vender ativos para reduzir o endividamento do país. Segundo ele, não é razoável o país gastar bilhões anuais para pagar os juros da dívida. Para Guedes, há urgência na necessidade de liberar recursos e promover não só no ajuste fiscal, mas também contribuir em setores que se queixam da ausência de recursos.

O ministro extraordinário Onyx Lorenzoni tem reuniões internas com a equipe de transição, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), durante todo o dia. Haverá, ainda, encontros com parlamentares. Porém, Onyx quer acompanhar de pertos as discussões por eixos temáticos que incluem temas econômicos, políticos e sociais. São 10 frentes de trabalho: desenvolvimento regional; ciência, tecnologia, inovação e comunicação; modernização do estado, economia e comércio exterior; cultura e esportes; Justiça, segurança e combate à corrupção; defesa; infraestrutura; produção sustentável, agricultura e meio ambiente; saúde e assistência social.

 

Com informações da Agência Brasil