Bolsonaro descarta aumento de imposto em cerveja e cigarro

A mudança na tributação era uma ideia do ministro de Paulo Guedes.

Conjuntura / 22:57 - 24 de jan de 2020

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Contrariando a informação dada na véspera pelo ministro da Economia, o presidente da Rewpública descartou a possibilidade de aumento de imposto sobre cerveja, cigarro e itens com açúcar. “Paulo Guedes, desculpa, você é meu ministro, te sigo 99%, mas aumento de imposto para cerveja não”, afirmou Bolsonaro.

A mudança na tributação era uma ideia do ministro de Paulo Guedes que, nesta quinta-feira (23), disse em em Davos (Suíça), onde participava do Fórum Econômico Mundial, que o governo estava avaliando uma cobrança de tributos sobre cigarros, álcool e produtos com açúcar numa eventual proposta de reforma tributária a ser apresentada pela equipe econômica.

De acordo com ele, o sistema tributário de vários países prevê a cobrança do “imposto do pecado” para diminuir o consumo de cigarros, álcool e produtos com açúcar. “Não tem como aumentar, não consegue mais aumentar a carga tributária no Brasil. Todo mundo consome algo de açúcar todo dia, não da pra aumentar”, disse o presidente.

Segundo a Reuters, a ideia sugerida por Guedes é similar a uma medida recente do Reino Unido, onde vigoram desde abril “impostos do pecado” sobre produtos com elevados teores de sal, açúcar e gorduras, com o objetivo de combater a obesidade infantil.

A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), associação de investidores do segmento, destacou que publicou artigo neste mês no qual se coloca contra um eventual aumento nos impostos de bebidas açucaradas, em resposta a projeto que tramita no Congresso. Assinado pelo presidente da Unica, Evandro Gussi, o texto defendeu que “órgãos públicos, em sua atuação, devem respeitar a liberdade das pessoas” e argumentou que uma possível taxa sobre os produtos puniria os mais pobres.

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