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Bolsonaro acende alerta amarelo para venda da Embraer

Para presidente, fusão é necessária para dar competitividade à empresa brasileira, mas, em evento militar, acena com discurso nacionalista.

Empresas / 16:29 - 04 de Jan de 2019

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Em rápida entrevista na Base Aérea de Brasília, Jair Bolsonaro criticou os termos da proposta final da chamada fusão entre Embraer e Boeing, em que a União detém "golden share", que lhe dá poderes sobre decisões estratégicas da empresa brasileira.

"A Embraer eu tenho acompanhado... Nós não podemos, lógico que nós precisamos, seria muito bom essa fusão, mas nós não podemos, como está na última proposta, não é? Daqui a cinco anos, tudo pode ser repassado para o outro lado. A preocupação nossa é essa, é um patrimônio nosso, sabemos da necessidade dessa fusão, até para que ela consiga… a competitividade não venha se perder com o tempo."

Pelo acordo, anunciado em dezembro como concluído, a Boeing seria controladora da empresa, com 80% das ações da "nova companhia" e, para isso, pagaria US$ 4,2 bilhões. No caso das operações de Defesa, seria criada uma nova empresa na qual a Embraer teria 51% das ações. Ainda segundo o acordo, se essa opção for exercida nos primeiros 10 anos da nova empresa, a Boeing terá de pagar à Embraer o valor dos 20% na data de fundação da NewCo, US$ 1,05 bilhão. Com isso, a área de aviação civil da Embraer pode perder participação brasileira a qualquer momento. Procuradas, Embraer e Boeing não se pronunciaram sobre a fala de Bolsonaro.

 

Com informações d’O Globo e da Folha de São Paulo

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