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Bolsas caem para níveis de 2016, juros sobem e petróleo desaba

No pregão desta quinta-feira, onde as quedas foram acentuadas, as bolsas europeias fecharam nos níveis de 2016. As perdas só...

Acredite se puder / 11 Outubro 2018

No pregão desta quinta-feira, onde as quedas foram acentuadas, as bolsas europeias fecharam nos níveis de 2016. As perdas só não foram maiores pois foram travadas com os dados da inflação nos EUA, mas pressionaram o dólar e impulsionaram o ouro. Os preços do barril de petróleo voltaram a cair, enquanto os juros subiram para máximos de junho. As perdas registradas nos mercados norte-americanos espalharam o contágio pelas bolsas asiáticas e europeias. Cresce a aversão ao risco na Europa.

A cotação do barril de petróleo registrou forte queda nos mercados internacionais e retornou para o nível de 24 de setembro. Agora, dois são os motivos para a queda: a possibilidade de o furacão Michael reduzir a procura por combustíveis nos Estados Unidos e a Opep, que reduziu as estimativas para a procura por petróleo dos seus membros em 2019, agravando ainda mais as descidas. Assim, o cartel antecipa que o mundo precisará de menos 900 mil barris de petróleo por dia no próximo ano, valor que equivale à produção média da Líbia.

Os dados da inflação norte-americana, com alta menor do que a prevista pelos analistas, reduziram os receios em torno de aumentos dos juros no país. E isso penalizou o dólar e beneficiou o ouro, que subiu mais de 2% para US$ 1.220,29 a onça.

 

Briga judicial da Oi e Pharol ainda sem solução

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que as discussões entre a Oi e seus sócios que versem sobre direitos previstos na Lei 6.404/76 (Lei das S/A) devem ser submetidas ao juízo arbitral da Câmara de Arbitragem do Mercado, sem prejuízo da preservação da competência do Juízo da Recuperação Judicial, que poderá ratificar ou não as decisões do juízo arbitral. A propósito, não ficou definido qual tem maior peso: uma decisão do juízo arbitral da Câmara de Arbitragem do Mercado ou a do Juízo de Recuperação Judicial? Assim, não houve solução para o caso da impugnação do aumento de capital que a Pharol ganhou na comissão arbitral, mas que foi desbloqueado pelo juiz brasileiro. A decisão do STJ é passível de recurso, mas a Pharol não revelou como vai proceder.

 

Trump critica Fed

Donald Trump continuou criticando a política monetária do Federal Reserve pelo ritmo da elevação das taxas de juros. “Não gosto”, disse o presidente dos EUA em declarações proferidas na Casa Branca. “Penso que não temos de ir tão rápido”, apontou, citado pela Bloomberg. “Gosto de taxas de juro baixas”, assinalou Trump, destacando que a inflação está controlada, pelo que não percebe por que “é necessário ir tão rápido na subida das taxas de juros”. Depois de ter decretado três aumentos dos juros neste ano, para os atuais 2% a 2,25%, Jerome Powell alega que o Fed monitoriza os riscos para a economia. Apesar da subida, a economia norte-americana tem dado sinais de aceleração. Uma tendência que Trump teme ver interrompida se os juros subirem de forma muito rápida. “Não quero abrandar, nem mesmo um pouco, especialmente numa altura em que não temos o problema da inflação.” Apesar das críticas, Trump diz que não discutiurá a política monetária com Powell. “Prefiro não estar envolvido.”