Bolsa se antecipa ao governo e cria CPMF para dividendos

B3 quer descontar uma taxa de 0,12% do pagamento de proventos a quem tem carteira acima de R$ 20 mil.

Acredite se Puder / 19:01 - 8 de jan de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O desespero se apossa dos administradores da até agora monopolista bolsa de valores brasileira. No início deste ano, a entidade anunciou uma redução no seu pacote de tarifas cobradas em operações visando atrair novos investidores. Agora, anunciou a criação de uma cobrança nova: a tarifação do pagamento de proventos, seja dividendos, juros sobre o capital próprio e remuneração dos fundos imobiliários. Será para afastar os investidores? Ora, a B3 é uma empresa privada que resolveu competir com a Receita Federal? Ninguém sabe se a tal de autorregulação lhe permite criar tributos, sem levar em consideração a bitributação, que não é permitida no Brasil.

O Pedro Pullen Parente, por ser o presidente do Conselho de Administração da B3, é o responsável pela criação de uma CPMF disfarçada. Paulo Guedes queria e ainda quer criar imposto desse tipo sobre as movimentações financeiras, e a bolsa está cooperando e fornecendo os meios para enfrentar o Congresso Nacional, que é contra a criação de qualquer novo imposto. A bolsa quer descontar uma taxa de 0,12% do pagamento de proventos a investidores que possuam carteira acima de R$ 20 mil em custódia. Então, tem de ser definido é o limite para a tal autorregulação. E a B3 tem de ser enquadrada.

 

Bradesco vê JBS em R$ 37

Os analistas do Bradesco BBI, diante da expectativa de listagem nos EUA neste ano e os fortes compromissos que a empresa assumiu no país ao adquirir várias empresas, fusões e aquisições no segmento de comida processada e remoção do overhang (excesso de ações no mercado, o que no caso acontece no processo de desinvestimento de um grande acionista, o BNDES) neste ano, elevaram a recomendação para JBS de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado), elevando o preço-alvo de R$ 35 para R$ 37. Consideram o valuation atrativo e que há oportunidade de compra uma vez que os desafios se dissipam, com a evolução nas negociações entre EUA–China ainda não precificada no setor de proteínas.

 

Cemig desmente venda da Taesa

A Cemig, em nota à CVM, desmentiu a notícia de jornal paulista, segundo a qual estaria preparando a venda da participação de 21,7% que possui na Taesa. E destaca que rumores sobre a venda dessa posição acionária são constantes no mercado. Em 2017, a Cemig vendeu 10% da participação na Taesa por R$ 717 milhões, mas manteve um bloco controlador de ações ordinárias.

 

Iguatemi paga R$ 12 mi por 14% de shopping

Com a merreca de R$ 123 milhões, o Iguatemi comprou 47% do capital da Maiojama, dona de 14% do Shopping Iguatemi Porto Alegre. O valor do negócio foi tão baixo, apenas 1,3% do valor de mercado da administradora de shoppings centers, que o pagamento foi à vista. Com essa operação, passou a ter 42,58% do shopping gaúcho e mais uma torre comercial anexa, chamada Iguatemi Business.

 

Petróleo sobe forte, mas cai forte

A cada dia fica mais difícil especular com a cotação do barril de petróleo. Os aproveitadores chegaram a provocar valorização de mais de 5% na parte da manhã desta quarta-feira, mas após o discurso de Trump, a euforia esfriou e os preços partiram para fortes perdas. Os do Brent, negociado em Londres, caíram 3,18% para os US$ 66,10. Em Nova York, os do WTI sofreram redução de 4,72%, baixando para US$ 59,82.

 

Macy’s fechará 29 lojas

A Macy's Inc. anunciou o fechamento de 29 lojas, por causa da crescente concorrência e da mudança dos consumidores para as compras online. A queda nas vendas não teve influência nessa decisão, apesar dos investidores estarem aguardando um declínio acentuado. As vendas de novembro e dezembro foram 0,6% menores que as do mesmo período anterior e, por causa disso, houve redução de 3,5% na receita do último trimestre do ano.

 

Caixa prepara o IPO da Seguridade

A Caixa Econômica Federal aprovou a formação e a contratação de um sindicato de bancos para conduzir a oferta pública de ações da Caixa Seguridade Participações. Isso faz parte do plano de desinvestimentos.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor