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Boeing pode sofrer cancelamento de pedidos no valor de US$ 55 bi

A grande vitoriosa com os problemas da companhia norte-americana será a europeia Airbus.

Acredite se puder / 13 Março 2019 - 18:24

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Depois da queda das ações e da grande perda no valor de mercado, agora, a maior parte dos analistas teme que a Boeing sofra uma redução da ordem de US$ 55 bilhões em sua carteira de encomendas com diversas companhias aéreas cancelando ou não confirmando os pedidos do 737 Max B. A grande vitoriosa será a Airbus. O Max substituiu o 737, que entrou ao serviço no final da década de 1960, e foi o modelo mais vendido no setor da aviação, sendo o principal trunfo da Boeing. A versão atualizada acumulou mais de 5 mil pedidos no valor de mais de US$ 600 bilhões.

Todos os profissionais de mercado mostram preocupação com a briga entre a Lion Air e a Boeing. O fabricante norte-americano afirma que o acidente ocorrido em outubro do ano passado foi consequência de problemas de manutenção e erro humano. A aérea da Indonésia afirma que seus pilotos lutaram contra um sistema computadorizado que assumiu o controle do avião. Com a queda da aeronave etíope, cresceram os receios de que as ferramentas destinadas a tornar a versão atualizada mais segura do que as anteriores, na realidade estão dificultado as operações.

Depois disso, a Lion Air decidiu cancelar a encomenda de 737, no valor de US$ 22 bilhões, optando pela Airbus. A Kenya Airways também estuda a troca do avião norte-americano pelo A320, da companhia europeia. A Flyadeal, unidade da Saudi Arabian Airlines, poderá cancelar a encomenda de 50 aviões, em contrato de quase US$ 6 bilhões. O engraçado é que, em dezembro, a aérea saudita decidiu trocar a Airbus pela Boeing e, três meses depois, fará nova troca? A VietJet Aviation, que no mês passado aumentou sua encomenda para US$ 25 bilhões para a aquisição de 200 aeronaves, avisou que aguarda os resultados das investigações para decidir se confirma ou não esse pedido.

 

Participação chinesa preocupa os europeus

Os Estados Unidos e o Canadá continuam com a posição de maiores investidores na União Europeia. A China, no entanto, se aproxima velozmente para disputar a primeira posição. Como essa participação corresponde a 35% dos ativos europeus e gera emprego para 16 milhões de pessoas, os Estados-membros aprovaram as novas regras para a análise do investimento estrangeiro em setores estratégicos. O interessante é que são apenas 3% do total das empresas europeias.

No relatório publicado nesta quarta-feira, a Comissão Europeia explica que decidiu fazer este exame devido às limitações das estatísticas oficiais no que se refere ao investimento direto estrangeiro nos países-membros. Agora, existe uma base de dados com informação detalhada ao nível das empresas por setores e com a identificação do último proprietário do ativo.

Nos últimos dez anos, os investidores estrangeiros aceleraram a aquisição de empresas europeias em setores importantes, com capital de origem em economias emergentes como a China. A suspeita foi confirmada e obrigou o estabelecimento das novas regras dos Estados-membros na análise dos investimentos estrangeiros em setores estratégicos. O objetivo é verificar se ameaçam ou não a segurança ou a ordem pública.

 

Eni e Sonangol descobrem mais petróleo

A petrolífera italiana Eni anunciou a descoberta de petróleo ao largo da costa de Angola, no projeto Agogo, parceria entre os italianos e a angolana Sonangol, e que poderá ter reservas entre 450 a 650 milhões de barris de óleo. Essa é a terceira descoberta pelo consórcio e de natureza comercial. Angola deverá manter a segunda posição de maior produtor da África subsaariana. Que bom que Angola poderá encontrar o equilíbrio financeiro e assim pagar os empréstimos contraídos no Brasil.

 

T4F também será afetada

A decisão do STJ de tornar ilegal cobrança da taxa de conveniência na venda online de ingressos, por ora, só afeta a Ingresso Rápido. Porém, a T4F também será afetada, pois realiza o mesmo tipo de cobrança. As ações da T4F sofreram perdas de 2,54% e terminaram cotadas a R$ 6,90.

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