Boeing continua ‘patinando’ com o 737 MAX

Modelo terá que passar por novos ajustes

Mercado Financeiro / 22:59 - 17 de jan de 2020

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O jato 737 MAX, proibido de voar há dez meses, devido a dos acidentes ocorridos, um em outubro de 2018 e outro em março de 2019, terá que passar por novos ajustes. A Boeing anunciou na sexta-feira que está trabalhando para resolver um novo problema de software descoberto há alguns dias durante uma revisão técnica da proposta de atualização dos sistemas do jato 737 MAX.

Estamos fazendo as atualizações necessárias”, afirmou a Boeing. Autoridades de aviação afirmaram que o problema é relacionado a uma função de inicialização que verifica se alguns sensores de monitoramento têm sido carregados corretamente. Conforme a Reuters, a agência norte-americana de aviação (FAA) não comentou o assunto de imediato.

Em dezembro passado, após meses afirmando a volta do modelo 737 MAX este ano, a Boeing, finalmente, reconheceu que a aeronave, de sua fabricação, não voltaria operar até 2020, depois que o órgão regulador aéreo dos Estados Unidos pediu à empresa que fosse mais realista sobre a situação do modelo. A aeronave está proibida de decolar devido a dois acidentes que deixaram 346 mortos.

Na ocasião, a Boeing publicou uma declaração na qual indicou que trabalharia com a FAA para “cumprir seus requisitos e prazos” e que garantiria um retorno seguro desse modelo para 2020. A fabricante foi acusada pelo órgão regulador de seguir “um calendário de retorno ao serviço (dos modelos 737 MAX) pouco realista considerando os repetidos atrasos por várias razões”. Além disso, algumas posições públicas (da empresa) poderiam dar a impressão de querer obrigar a FAA a atuar mais rapidamente.

Investigações realizadas pelas autoridades de aviação na Indonésia, onde um Boeing 737 MAX da empresa aérea Lion Air caiu em 2018, assim como ocorreu com uma aeronave da Ethiopian Airlines, indicam um problema no sistema de estabilização MCAS do modelo.

 

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