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BNDES: funcionários contestam Bolsonaro sobre 'caixa preta'

Banco presta contas para órgãos de controle sem nenhuma evidência de corrupção dos funcionários

Conjuntura / 08 Novembro 2018

A Associação dos Funcionários do banco (AFBNDES) emitiu nota contestando as insinuações “em prol da qualidade do debate público”, após o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmar, nesta quarta-feira, que irá “abrir a caixa preta do BNDES” assim que tomar posse. A entidade destaca que o banco divulga suas operações de “forma ampla e transparente” por meio do seu portal na internet, com informações dos clientes, valor da operação, projeto apoiado, taxa de juros, prazos e garantias oferecidas.

A associação explica ainda que o banco presta contas com frequência ao Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), além de estar sob investigação, há quatro anos, por diversos órgãos de controle, Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), a operação Lava Jato e auditoria independente.

Não há nenhuma evidência que comprometa a atuação dos empregados do BNDES em qualquer esquema de corrupção”, afirma a associação.

 

Íntegra da nota

 

Em razão das declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, divulgadas ontem (7), quando afirma que vai abrir os sigilos bancários do BNDES na primeira semana de governo, a Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES) entende serem necessários esclarecimentos em prol da qualidade do debate público.

Em relação ao "sigilo bancário", o BNDES cumpre normas previstas em lei. Não foi formulador, criador ou demandante, pois o tema é normatizado pela lei complementar 105, de 10/1/2001.

O BNDES divulga suas operações de forma ampla e transparente, sem paralelo com qualquer outro banco. Estão disponíveis no portal institucional informações sobre cliente, valor da operação, projeto apoiado, taxa de juros, prazos e garantias.

Com relação a referências à "caixa preta" do BNDES, é importante esclarecer que, além de prestar contas regularmente ao Bacen, CVM, CGU e TCU, o Banco vem sendo investigado, há quatro anos, por diversos órgãos de controle e foi submetido à três CPIs, operação Lava Jato, operação Bullish, Comissões de Apuração Interna e auditoria independente. Até o momento, não há nenhuma evidência que comprometa a atuação dos empregados do BNDES em qualquer esquema de corrupção.