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Black Friday deixa comércio no azul

Conjuntura / 10 Janeiro 2018

Vendas, porém, se encontram no mesmo patamar de julho

As vendas do comércio tiveram alta de 0,7% em novembro frente a outubro, levando em conta ajustes sazonais. É exatamente o mesmo percentual, porém com sinal trocado, do mês anterior. Com os altos e baixos registrados no segundo semestre, o nível de vendas em novembro encontrava-se no mesmo patamar do de julho de 2017.
Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE. De acordo com a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, as promoções pela internet – no mês ocorreu a Black Friday – se destacaram no penúltimo mês do ano.
“O que observamos é que as atividades mais sensíveis às promoções de novembro – que têm o foco nas vendas pela internet – foram as que se destacaram. Isso mostra que a queda de outubro foi uma postergação de compras para novembro”, explicou Isabella. Setores do comércio temem que houve também uma antecipação das compras de Natal.
Com o resultado de novembro, o volume de vendas do comércio fechou o acumulado de janeiro a novembro em 1,9%, e o acumulado dos últimos 12 meses em 1,1%, mantendo.
O quadro é um pouco mais favorável para o varejo ampliado, que inclui veículos, autopeças e material de construção. As vendas reais em novembro avançaram 2,5%, já descontados os efeitos sazonais, acima do declínio de outubro (queda de 1,7% ante setembro). No ano, o varejo ampliado acumula alta de 3,7%.
Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Indústria (Iedi), esses dados não refletem inteiramente o nível de dinamismo. “É preciso levar em conta que no último trimestre sobre o qual há informação, isto é, setembro-outubro-novembro de 2017, a alta já é de 4,9% ante igual período do ano anterior, e de 8,5% no conceito ampliado.
O Iedi ressalta, porém, que “a reativação das vendas do varejo ainda não configura inteiramente um processo de recuperação, mas decorre principalmente de avanços tópicos, ou seja, de melhoras concentradas em alguns meses, como em janeiro, em que pesaram mudanças metodológicas na pesquisa do IBGE, e no final do primeiro semestre – no mês de junho”. Foi neste mês que houve o maior impacto da liberação do FGTS.