Black Friday: Brasil teve mais compra por aplicativo que EUA

Instagram foi a rede social que gerou maior volume de interações ao ter mais de 4 milhões de envolvimentos.

Conjuntura / 13:06 - 3 de dez de 2019

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Importada dos EUA, a tradição da Black Friday está mesmo crescendo no Brasil, principalmente no universo mobile, que este ano teve um aumento de 38% em número de aplicativos de compra em relação ao ano passado, segundo relatório da AppsFlyer. Estudo da E-bit Nilsen também apontou que em 2019 o mobile respondeu por 52% do faturamento de vendas nos dias 28 e 29, um crescimento de 95% em relação a 2018.

A AppsFlyer divulgou hoje dados do Black Friday no Brasil e nos EUA, levando em conta aplicativos que obtiveram uma média de mais de 1.000 vendas diárias em um período de sete dias que antecederam a data. Foram identificados 80 aplicativos nos EUA e 70 no Brasil, e mesmo este número sendo menor que os americanos, os consumidores brasileiros aderiram mais ao mobile do que os americanos durante a Black Friday de 2019.

Os brasileiros baixaram 35 milhões de aplicativos de compras, contra 16 milhões nos EUA, enquanto os brasileiros realizaram 4,5 milhões de compras através dos aplicativos contra 3 milhões de compras pelos americanos. Isso mostra que os brasileiros vêm adotando o mobile como seu principal canal de compras e pesquisa de produtos, e datas como a Black friday são excelente oportunidade para experimentar novos aplicativos e aumentar o portfólio de opções.

Quando comparados a 2018, os números também são promissores. Os brasileiros baixaram 181% mais aplicativos que em 2018, (não orgânicas, advindas anúncios em outros aplicativos), já nos EUA, foram 27% de aumento nas instalações de aplicativos não orgânicas.

Os brasileiros gostam mesmo das promoções e das facilidades de se comprar pelos aplicativos. Por aqui, mais de 12% dos usuários realizaram mais de cinco compras através de seus aplicativos. Nos EUA, apenas 1% dos americanos realizaram cinco ou mais compras pelo aplicativo.

 

Black Week - Realizado por meio de uma parceria entre as plataformas Keep.i e Zeeng, o estudo BlackInsights, foi lançado este ano com o objetivo de entender a presença digital das marcas nas redes sociais e gerar dados em tempo real da estratégia adotada pelas marcas durante a Black Friday. Ao analisar mais de 5 mil campanhas no ambiente digital, o estudo registrou investimento até 39,2% maior que nas demais datas sazonais do calendário do varejo. Nesse período, o Facebook gerou o maior volume de impressões ao representar 44,9% do monitoramento, seguido por Instagram (38,6%) e rede de display do Google/GDN (8,7%).

Durante a semana do Black Friday, a quantidade de transações representou 49% das realizadas durante o mês de novembro. Houve um aumento de mais de 71% no valor médio das operações, alcançando R$ 404,18 por transação realizada.

A taxa de cliques (CTR) média foi de 0,5% nesses 30 dias, alavancado pelo Google Adwords que obteve a maior média (5,01%) na proporção de cliques nos anúncios para o número total de vezes que as campanhas apareceram. Já, considerando o volume de impressões, o FacebookAds foi responsável por 44,81%. O custo médio por clique (CPC) foi de R$ 0,71 em novembro, elevando em até 6% o custo médio comparado com os meses anteriores à data. O CPM (cu sto por mil impressões) teve aumento exponencial ao longo do mês e foi até 97% maior no dia da Black Friday, em comparação com outras datas do ano.

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