Advertisement

Bisfenol A

Dicas para diminuir o contato, ou passe a viver em um barril com iogurte.

Empresa-Cidadã / 08 Janeiro 2019 - 12:30

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Na edição anterior da Coluna Empresa-Cidadã (26 de dezembro passado), terminamos falando sobre dicas simples para evitar a exposição ao bisfenol A. Tendo em vista o grande número de interessados, reproduziremos aqui as dicas, tal como foram passadas a cada solicitante por e-mail. O bisfenol A é um composto presente em plásticos de policarbonato e em resinas epóxi, sendo utilizado com frequência em muitas residências, em utensílios como copos, recipientes plásticos, ou em latas com alimentos em conserva, além de brinquedos plásticos infantis e produtos de cosmética. O bisfenol A apresenta o risco potencial de aumentar possibilidades de desenvolvimento do câncer de mama e de próstata, se consumido em quantidades inadequadas.

Dicas para diminuir o contato com o bisfenol A:

Não leve ao micro-ondas embalagens de plástico sem ter a certeza de que sejam “BPA free”;

Habitue-se a exigir a rotulagem nas embalagens daquilo que adquire, evitando assim levar para casa recipientes de plástico que contenham os números 3 ou 7, no símbolo de reciclagem;

Seja parcimonioso no uso de comida enlatada;

Prefira recipientes de vidro, porcelana ou ácido inoxidável, para disposição de alimentos ou bebidas quentes;

Prefira adquirir brinquedos e objetos para uso infantil, como mamadeiras, livres de bisfenol A. Novamente, recorra à rotulagem, evitando utilizar plásticos com os números 3 ou 7, inscritos no símbolo de reciclagem; ou

Passe a viver em um barril com iogurte.

 

A segunda Lei de Murphy

Diz a segunda e conhecida Lei de Murphy que nada é tão ruim que não possa piorar. Lembrei-me dela, assistindo (por dever de ofício) a uma entrevista de Ricardo Salles no programa da JPAN Perguntar não ofende, conduzida pelo entrevistador Augusto Nunes.

Foi empossado na função de ministro do Meio Ambiente, apesar de condenado em 19 de dezembro de 2018, pelo juiz Fausto José Martins Seabra, por improbidade administrativa, com consequente suspensão dos direitos políticos por três anos e o pagamento de multa, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. Cabe recurso da condenação.

O ministro declarou, entre outras: que suspeita dos dados sobre o desmatamento no Brasil; que considera o Acordo de Paris “inócuo”; que considera que a CF88, a Constituição Cidadã, acabou com o Brasil; que a Petrobras, se tivesse sido privatizada, teria evitado a roubalheira; que os “ecoxiitas” (ativistas) têm preconceito anticapitalista.

Sobre o aquecimento global, o ministro declarou que causas das mudanças climáticas e suas consequências são papo para a academia, onde demonizam o agronegócio, enquanto quem mais degrada o ambiente são as cidades, logo, que a agenda ambiental deveria ter outro foco; que desmatamento é “superimportante”, mas que este assunto já está bem encaminhado.

Em contorcionismo retórico, ele qualifica o desmatamento: 1/3 ocorreu em áreas quilombolas, 1/3 em áreas de demarcação de terras indígenas e áreas de conservação; e apenas 1/3 ocorreu em áreas do agronegócio; neste caso, dos 7.800 km² registrados, parte “pode ser legal”, pois pode estar dentro dos 20% da área que o Código Florestal permite ao proprietário desmatar...

 

Agenda

Exposição de Fotos sobre o jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta – Está em exposição o trabalho e a criação do jornalista Sérgio Porto, também chamado Stalislaw Ponte Preta. Ele é o autor do Febeapá, o Festival de Besteiras que Assola o País, crítica divertida de desmandos do período da ditadura implantada com o Golpe de 1964. Criador das “Certinhas do Lalau”, seção de sua coluna no jornal Última Hora que revelou vedetes famosas, a exemplo de Carmem Verônica. Criou também diversas personagens engraçadas, como o distraído Primo Altamirando, presente no livro Primo Altamirando e Eu.

A exposição está na Casa de Rui Barbosa, situada na rua São Clemente, quase esquina com Barão de Lucena. Um belo passeio, inclusive para crianças, que podem correr livres pelos jardins, visitar ambientes de época e apreciar os carros antigos. A curadoria é de Claudia Mesquita.

 

Feliz 2019!

Paulo Márcio de Mello é professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

paulomm@paulomm.pro.br

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor