Biscoito contribuiu para o crescimento de 2,4% da cesta ante 2018

Mulheres, entre 30 e 39 anos, das classes D/E, residentes no Norte e Nordeste, são as maiores compradoras de biscoito do Brasil.

Conjuntura / 12:26 - 18 de jul de 2019

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Pesquisa realizada pelo terceiro ano consecutivo pela consultoria Kantar, encomendada pela Associação Brasileira das Indústrias Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) mostra o perfil dos principais compradores de biscoito e seus hábitos de consumo.

De acordo com o estudo, que acompanhou a rotina de 11.300 domicílios (universo de 56 milhões de famílias espalhadas pelo Brasil) em 2018, quando falamos em mercearia doce, por exemplo, os biscoitos contribuíram para o crescimento de 2,4% da cesta, com aumento de 7,3% do consumo específico do produto, quando comparado ao ano anterior.

Com relação aos segmentos, os mais consumidos foram os biscoitos secos doces, com 39% do total vendido em 2018 (1,15 milhão de toneladas), correspondente a 452,4mil toneladas. Em seguida, aparecem os salgados, com 33% (382,9 mil toneladas) e os recheados, com 19,5% (225,6 mil toneladas).

Repetindo o ranking dos últimos três anos, Norte e Nordeste formam a macrorregião que apresentou maior índice de compra, responsáveis por 39,5% do consumo. Em seguida aparecem Leste e interior do Rio de Janeiro (14,6%), Sul (10,7%), Grande São Paulo (9,8%), Interior de São Paulo (9,6%), Centro-Oeste (8,6%) e, por fim, Grande Rio de Janeiro (7,2%).

O perfil dos maiores compradores de biscoito continua formado por mulheres, de 30 a 39 anos, pertencentes às classes socioeconômicas D/E, residentes nas regiões Norte e Nordeste.

 

Rapadura - Projeto de Lei 3.171/19 isenta a rapadura do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Atualmente, a alíquota é de 5%. A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados.

"Apesar de relativamente baixa, a alíquota de 5% do IPI encarece o produto e não se justifica, se considerarmos que deve ser observado o princípio de seletividade da tributação em função da essencialidade do bem", disse o autor do projeto, deputado Carlos Henrique Gaguim (DEM-TO)

"Além de repor energias e garantir maior disposição, a rapadura apresenta bons níveis de vitaminas, como A, C, D E, do complexo B e PP e de minerais, como cálcio, ferro, além de fósforo, potássio, cobre, zinco, manganês e magnésio", acrescentou.

De acordo com o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram produzidas 88,5 mil toneladas de rapadura em 2017. A Região Nordeste, com 70,7 mil toneladas naquele ano (quase 80%), é a principal produtora no país.

 

Com informações da Agência Câmara Notícias

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