Bens duráveis: compra ajudou a suavizar queda em consumo de famílias

Atraso no pagamento da segunda parcela do 13º dos funcionários da prefeitura e no pagamento dos salários dos funcionários das OSs pesaram (F

Conjuntura / 12:59 - 12 de fev de 2020

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O Índice de Consumo das Famílias (ICF-RJ) registrou, em janeiro, queda de 0,8 ponto em relação a dezembro, depois de ter apontado redução igual a 4,1 pontos na passagem entre novembro e dezembro. A taxa, que atingiu o valor igual a 83 pontos em janeiro deste ano, encontra-se 4,9 pontos abaixo do observado no mesmo mês de 2019. O levantamento é do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, apurado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

As duas reduções registradas podem ter sido resultado do ruído provocado pelo atraso no pagamento da segunda parcela do 13º dos funcionários da prefeitura, bem como a divulgação do atraso no pagamento dos salários dos funcionários das Organizações Sociais (OS) que administram os equipamentos públicos de saúde da cidade.

O item momento para duráveis, que cresce desde agosto de 2019, contribuiu para mitigar a queda do índice e foi influenciado pela queda da taxa de juros observada também a partir de agosto, quando a autoridade monetária iniciou o ciclo de afrouxamento monetário.

Com as duas quedas sucessivas, as médias móveis de 3 e 12 meses registraram desaceleração da melhora do indicador, conforme pode ser observado no gráfico abaixo.

O ano de 2020 não contará com os estímulos de demanda (liberação dos PIS-PAsep e FGTS) adotados pelo governo federal em 2019 para estimular o crescimento econômico. Desta forma, a recuperação da confiança do consumidor será ainda mais importante para transformar a queda da taxa de juros em ampliação da demanda privada.

O retorno da confiança, por sua vez, dependerá fortemente de três fatores: os desdobramentos da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4917, a ser julgada no dia 24 de abril pelo STF e que versa sobre a modificação das regras de distribuição dos royalties e da participação especial dos estados brasileiros; disciplinar os gastos públicos, em particular, o déficit do regime previdenciário; e a permanência ou não do Estado do Rio no regime de recuperação fiscal, a ser discutida em setembro deste ano.

Já segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também no Rio apomtou que o comércio varejista brasileiro fechou 2019 com um crescimento de 1,8% no volume de vendas.

O ano passado foi o terceiro consecutivo em que o varejo teve alta. No entanto, apresentou resultado inferior aos de 2018 (alta de 2,3%) e 2017 (2,1%).

Sete das oito atividades do varejo encerraram 2019 com alta. A exceção ficou com o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que recuou 20,7% em relação ao ano anterior.

Entre as atividades em alta, destacam-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (6%) e móveis e eletrodomésticos (3,6%).

Também tiveram crescimento equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (0,8%), combustíveis e lubrificantes (0,6%), supermercados, alimentos, bebidas e fumo (0,4%), tecidos, vestuário e calçados (0,1%).

Considerando-se o varejo ampliado, que também inclui comércio de veículos e materiais de construção, 2019 registrou alta mais expressiva (3,9%) devido aos avanços de 10% no segmento de veículos, motos, partes e peças e de 4,3% nos materiais de construção.

Em relação à receita nominal, o varejo teve expansão de 5%. O varejo ampliado encerrou 2019 com receita 6,4% maior. Na passagem de novembro para dezembro, o comércio varejista teve queda de 0,1% no volume de vendas e alta de 0,6% na receita nominal.

Já o varejo ampliado apresentou queda de 0,8% no volume de vendas e manteve sua receita estável.

Na comparação com dezembro de 2018, o varejo teve altas de 2,6% no volume e de 6,6% na receita. O varejo ampliado, por sua vez, anotou crescimentos de 4,1% no volume e de 7,2% na receita.

 

Com informações da Agência Brasil

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