Advertisement

BCE não mexe em política monetária, pelo menos por enquanto

Internacional / 13 Setembro 2018

O Banco Central Europeu (BCE) não irá mexer em sua política monetária, por enquanto. O BCE informou nesta quinta-feira que deixou inalterada a política monetária como já esperado pelo mercado.

O presidente do BCE, Mario Draghi, anunciou em entrevista à imprensa pequenos cortes nas projeções de crescimento do banco para este ano e em 2019, devido demanda externa mais fraca, e destacou riscos externos como aumento do protecionismo e volatilidade do mercado financeiro. Draghi disse que “os riscos em torno do crescimento da zona do euro ainda podem ser avaliados como amplamente equilibrados”.

A autoridade monetária europeia segue com o propósito de encerrar as compras de títulos este ano e elevar os juros no próximo outono (do hemisfério norte), mesmo com medidas protecionistas em todo o mundo pesando sobre o crescimento.

A decisão da instituição levou em consideração o fato de o crescimento está se estabilizando a um ritmo relativamente saudável. Na verdade, o BCE vem removendo cuidadosamente o estímulo há meses na crença de que uma série de riscos —do protecionismo à turbulência nos mercados emergentes e o Brexit— não serão suficientes para afetar a trajetória de crescimento, agora em seu sexto ano.

 

Corte na aquisição de títulos

O BCE informou que cortará pela metade suas compras mensais de títulos, para 15 bilhões de euros a partir de outubro, consolidando sua linguagem anterior, que dizia apenas que tal movimentação era esperada.

Mas manteve sua postura de que as compras de títulos devem acabar até o fim do ano e que os juros continuarão inalterados ao menos até o próximo verão. Alguns analistas dizem que o horizonte excepcionalmente incomum para a orientação de política monetária deixará o banco em piloto automático por meses.

O BCE mantém os juros em território negativo há anos e comprou mais de 2,5 trilhões de euros em dívida, reduzindo os custos dos empréstimos e impulsionando o crescimento após recessão que quase desfez o bloco de 19 países.