BC sinalizou possibilidade de novos cortes na taxa básica de juros

Com isso, as apostas que a Selic vai encerrar o ano abaixo dos 5% (atual mediana do Boletim Focus).

Opinião do Analista / 12:42 - 19 de set de 2019

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Bom dia.

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Juros segue em queda - O destaque fica com o comunicado do Banco Central, que sinalizou a possibilidade de novos cortes na taxa básica de juros, após o corte de meio ponto percentual. Com isso, as apostas que a Selic vai encerrar o ano abaixo dos 5% (atual mediana do Boletim Focus) ganham alguma força, com a possibilidade de mais dois cortes. O noticiário político volta ao radar, no vácuo de indicadores econômicos hoje, com a Câmara e o Senado disputando o protagonismo na reforma tributária.

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Powell esconde o jogo após Fomc - O Comitê de Política Monetária americano cortou pela segunda vez os juros em 0,25 p.p., que era a aposta da maior parte do mercado, mas além da decisão do Fomc não ter sido unânime, a entrevista do chair da instituição após a decisão não deu qualquer sinal do que esperar nas próximas reuniões, o que acaba limitando um pouco o impacto positivo do corte de juros nas Bolsas ao redor do mundo. As apostas para as duas reuniões que restam no ano estão bem divididas entre a manutenção dos juros no patamar atual e mais um corte, com chances bem pequenas de mais dois cortes. Na Ásia, o BoJ também se reuniu, hoje, e optou por não mexer na taxa de juros, mas sinalizou um possível afrouxamento monetário em breve. No Reino Unido, a situação é mais complicada. Com a indefinição do Brexit, o BoE também optou por não mexer nos juros, mas não descartou nenhuma possibilidade para o futuro próximo, a depender do desenrolar do processo de saída da UE. O resumo de tudo isso é que o viés dos Bancos Centrais mundo afora segue mais dovish (mais propensos a taxas de juros menores e injeções de liquidez via QE, por exemplo) e, apesar dos investidores esperarem sinalizações ainda mais claras, essa é uma notícia positiva para o mercado de ações.

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Linx (LINX3) anuncia nova parceria - A companhia anunciou acordo com a AME para que a carteira digital da AME no QR Linx, que centraliza as plataformas digitais em uma única ferramenta de pagamento. Na última semana, a companhia havia anunciado acordo semelhante com o Mercado Pago. Com isso, a companhia vai integrando players de peso na sua ferramenta, o que, aliado à sua maciça presença no varejo, coloca a companhia em uma posição que consideramos muito interessante no segmento.

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Faturamento da Randon (RAPT4) e da Fras-le (FRAS3) - Começando pela Randon, a receita líquida consolidada de agosto cresceu 7% frente ao mesmo mês de 2018, desacelerando frente ao avanço médio de 26% registrados nos sete primeiros meses do ano e caindo 6% frante a julho. Já no caso da Fras-le, o crescimento foi ainda mais tímido, com alta anual de 2% em agosto e decréscimo de 20% na comparação mensal. As ações das duas empresas devem responder de forma negativa à essa "pisada no freio".

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Petrobras (PETR4) reajusta preço e ganha processo - A decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) foi favorável à companhia em processo que tratava da dedução de gastos incorridos com o desenvolvimento da produção de petróleo e gás para fins de apuração de imposto em 2012 e 2013. O valor da ação era de R$ 16,4 bilhões e não estava considerado no balanço, pois a chance de perda era classificada como "remota". Fica no radar ainda o aumento de 3,5% no preço da gasolina e de 4,2% no diesel. Ainda que na semana o petróleo acumule alta de mais de 6%, a decisão da companhia deve ter reflexo positivo em seus papéis no curtíssimo prazo.

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Duratex (DTEX3) vende ativos e encerra produção de painéis em Botucatu - A companhia vendeu ativos florestais na região e encerrou a produção em painéis de madeira na unidade, cuja operação já estava suspensa desde o final do ano passado. O fornecimento desses produtos se dará a partir de outras unidades da companhia. A operação levará ao reconhecimento de lucro líquido extraordinário ao redor de R$ 230 milhões, com impacto no caixa de aproximadamente R$ 450 milhões líquidos. A conclusão das vendas ainda está sujeita a algumas condições, como aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Consideramos a notícia bem positiva, com a companhia focada em eliminar operações com rentabilidade inferior.

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Ferbasa (FESA4) anuncia nova redução de preço - Para o quarto trimestre, o preço fixado de ferro cromo alto carbono na Europa foi 2% inferior ao atual. Na comparação com o mesmo período do ano passado a queda já chega a 18%. Suas ações devem reagir de forma negativa à divulgação.

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Proventos da CSN (CSNA3) - Será distribuído dividendo de R$ 0,2990 por ação com data ex no próximo dia 24 de setembro e pagamento ainda em setembro, no dia 30. O yield da operação é de 2% sobre a última cotação.

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Hermes Pardini (PARDE3) distribuirá proventos - A companhia anunciou a distribuição de R$ 0,063 por ação em JCP (valor já líquido de IR). As ações serão negociadas ex-JCP no dia 24 deste mês, com o pagamento agendado para o dia 17 de outubro. Yield é de 0,3%.

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Bons negócios!

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