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BC inglês com receio de faltar crédito após Brexit

O Bank of England pediu às instituições financeiras do Reino Unido para realizarem a análise dos seus balanços,...

Acredite se puder / 10 Outubro 2018

O Bank of England pediu às instituições financeiras do Reino Unido para realizarem a análise dos seus balanços, num prazo de seis em seis horas, no caso de a União Europeia e as autoridades britânicas não chegarem a um acordo para a saída do bloco no dia 29 de março de 2019. A grande preocupação do Banco Central inglês é no sentido de evitar um choque no fornecimento de crédito à economia. O objectivo principal é evitar uma redução da oferta de crédito à economia, e a análise solicitada envolve depósitos, empréstimos, mercado cambial e exposição a derivados, assim como quaisquer alterações nos custos de financiamento.

Este plano de ação foi revelado no mesmo dia em que o comissário europeu para a Migração, Dimitris Avramopoulos, disse que se mantêm as negociações entre os dois lados, mas que ainda não foi possível chegar a um acordo. Michel Barnier e sua equipe estão trabalhando noite e dia para chegarem a um acordo. Barnier pediu que se façam “progressos decisivos” nas negociações antes da reunião dos líderes dos 28 países da União Europeia na próxima semana.

 

Sears vai pedir concordata

Pressionada por dívida elevada e escassez de capital, a Sears, a maior rede de varejo dos Estados Unidos, deverá solicitar proteção contra falência ainda esta semana, segundo informação do The Wall Street Journal. Essa notícia provocou uma desvalorização de 39,41%, para US$ 0,3545, o valor mais baixo da sua história. Desde o início do ano, as ações caíram 88%. De acordo com o WSJ, a companhia com 125 anos de existência estuda várias hipóteses para a saída da crise, mas contratou a M-III Partners para preparar o seu processo de insolvência, numa altura em que deixou de ter capital e enfrenta o prazo de pagamento de uma dívida de US$ 134 milhões.

Na última terça-feira, a empresa nomeou um especialista em reestruturações, Alan Carr, para o conselho de administração, aumentando assim a equipa para sete membros. Carr tem “muita experiência” em reestruturações financeiras complexas, referiu a retalhista num comunicado. A Sears, cujas ações chegaram a valer mais de US$ 120 em 2007, tem sentido dificuldades sob a liderança de Eddie Lampert. A rede tem perdido dinheiro e fechado lojas, consequência do boom do comércio eletrônico que tem levado empresas como a Amazon a dominarem o sector.

 

BLB lucra, mas não paga dividendos

Há oito semestres consecutivos que o Banco Luso-Brasileiro obtém resultados positivos, depois de ter acumulado cerca de R$ 100 milhões, ou € 23,2 milhões, de prejuízos nos 30 meses posteriores à tomada pelo grupo Amorim de um terço do capital da instituição, em janeiro de 2012. A instituição, no entanto, continua sem distribuir dividendos. O grupo brasileiro dono da Caio Induscar e o grupo português Amorim detêm 43% do capital do BLB; 14% são da Lusopar, da família Tavares de Almeida, fundadora do banco.

 

S&P500 tem quinta sessão de baixa

No pregão desta quarta-feira, o Standard & Poor’s 500 completou a quinta sessão consecutiva de baixas. A última vez que o índice negociou em baixa durante cinco ou mais sessões consecutivas foi no início de novembro de 2016, período que coincide com a eleição de Donald Trump. O S&P500 caiu 0,3%, para os 2.871,15 pontos, penalizado pelo setor tecnológico e pelo setor industrial. O Dow Jones desvalorizou 0,1%, para os 26.403,11 pontos, e o Nasdaq baixou 0,49%, para os 7.700,56 pontos.