BC chinês injeta liquidez no mercado em novembro

Banco Central da China suspende operações no mercado aberto nesta terça-feira.

Mercado Financeiro / 12:09 - 3 de dez de 2019

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O Banco Popular da China (PBoC, o Banco Central do país) continuou a injetar dinheiro no mercado monetário em novembro para atender à demanda de liquidez das instituições financeiras.

Um total de 600 bilhões de iuanes (US$ 85,4 bilhões) foi injetado no mercado via facilidade de empréstimos de médio prazo (MLF, na sigla em inglês) no mês passado para manter a liquidez do sistema bancário em um nível razoavelmente suficiente, segundo a instituição.

Os recursos vencem em um ano a uma taxa de juros de 3,25%.

O total de empréstimos pendentes de MLF atingiu 3,56 trilhões de iuanes no fim de novembro.

A ferramenta MLF foi introduzida em 2014 para ajudar os bancos comerciais e de fomento a manterem a liquidez ao permitir a eles emprestar do Banco Central com títulos como garantia.

Em novembro, o PBOC também injetou 4,8 bilhões de iuanes de fundos por meio de empréstimos suplementares ao Banco de Desenvolvimento da China, ao Banco de Exportação e Importação da China e ao Banco de Desenvolvimento Agrícola da China.

Outros 62,25 bilhões de iuanes foram emprestados a instituições financeiras através do mecanismo permanente de empréstimos para atender à demanda provisória de liquidez.

O Banco Central adotou operações de mercado aberto com mais frequência para gerenciar a liquidez de maneira mais flexível e direcionada.

A China prometeu manter sua política monetária prudente "nem muito rigorosa nem muito frouxa" e uma liquidez no mercado em um nível razoavelmente amplo em 2019.

 

Operações suspensas - O BC suspendeu operações de recompra reversa no mercado aberto nesta terça-feira, citando liquidez abundante no sistema bancário. O sistema tem um nível relativamente alto de liquidez no momento, disse a instituição.

Uma operação de recompra reversa é um processo em que o Banco Central compra valores dos bancos comerciais por licitação, com um acordo para vendê-los de volta no futuro.

 

Com informações da Agência Xinhua

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