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Banco MUFG Brasil: IPCA - Dezembro 2018

Núcleo da inflação reflete melhor o estado da demanda doméstica, excluindo ou reduzindo peso de itens que geram alguns choques de preços.

Opinião do Analista / 11 Janeiro 2019 - 13:10

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Nossa expectativa - Observa-se que a inflação média do núcleo em todo o ano de 2018, que terminou em patamares inferiores aos da inflação cheia. Observa-se também que o núcleo da inflação reflete melhor o estado da demanda doméstica, excluindo ou reduzindo o peso de itens que geram alguns choques de preços (positivos ou negativos) relacionados à interrupção de fornecimento no mercado interno, questões sazonais ou até mesmo alguns choques nos preços globais de commodities específicas que são repassados para os preços no mercado local.

Além disso, a situação atual de alta capacidade ociosa (tanto a capacidade ociosa industrial excessiva quanto a alta taxa de desemprego) abrem espaço para um aumento da demanda interna sem gerar pressões inflacionárias significativas. Nesse cenário, o Banco Central deve manter a taxa básica de juros do Selic nos atuais 6,5%, pelo menos para todo o 1º semestre de 2019.

Quanto à inflação, esperamos que o IPCA em 2019 esteja alinhado com a meta central de 4,25%, sendo superior à inflação dos dois anos anteriores (3,75% em 2018 e 2,95% em 2017), na esteira do crescimento mais sólido do PIB que esperamos para 2019 (+ 2,5%), abrindo espaço para que os empresários aumentem os preços e recuperem alguma margem.

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