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Banco de Portugal multa a KPMG em € 3 milhões

Autuação se deve a informações incompletas sobre Banco Espírito Santo; empresa de auditoria recorreu.

Acredite se puder / 17 Abril 2019 - 17:22

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Em 2014, a KPMG Portugal prestou informações incompletas e falsas sobre o Banco do Espírito Santo e também sobre o BES Angola ao regulador do sistema bancário português, Por causa disso, a firma de auditoria recebeu uma multa de € 3 milhões do Banco de Portugal, que não perdoou as inconsequências cometidas entre 11 de fevereiro e 30 de maio de 2014. Além da empresa, dois dos seus diretores também foram responsabilizados por essas práticas, que são consideradas como infrações muito graves. Inês Viegas e Fernando Antunes, terão de desembolsar, respectivamente, € 425 mil e € 400 mil. Além de ter provado que a KPMG não fez nenhuma alerta quanto aos resultados da instituição, o Banco de Portugal provou que a KPMG e os seus dirigentes tiveram conhecimento dos riscos associados à carteira de crédito do BES Angola e, apesar de saber que isso afetaria a operação do banco em território nacional, não fizeram nenhuma comunicação ao regulador.

Ao mesmo tempo, nesta quarta-feira, o Banco de Portugal divulgou a condenação do BES e ex-administradores por graves infrações. Em 2015, processo, que tinha começado com 18 pessoas foram acusadas, mas somente oito foram condenadas, como Ricardo Salgado que terá de pagar uma multa de € 1,8 milhão. Amílcar Morais, segundo em importância no grupo BES terá de desembolsar € 1,2 milhão, e o ex-adminisrador e diretor jurídico Rui Silveira ficará sem € 400 mil. Tanto a KPMG e seus diretores e os ex-administradores do BES já providenciaram a impugnação da decisão do Banco de Portugal no Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão”.

 

Apple e Disney não vão afetar a Netflix

O serviço de streaming da Disney tem estreia marcada para 12 de novembro, enquanto a Apple anuncia que o seu iniciará operações no segundo semestre, sem marcar uma data. Para a Netflix os dois novos concorrentes não devem impactar sua base de usuários, porque a transição para o entretenimento por demanda é muito grande e também por conta da natureza diferente do conteúdo. Em relatório que acompanhou os resultados divulgados na noite da última terça-feira, a empresa adianta que, apesar de superar as expectativas do mercado para o período, espera uma desaceleração no crescimento de usuários para os próximos três meses, prevendo a conquista de 5 milhões de novos assinantes no período entre abril e junho, mas que será menor que a expectativa de 5,48 milhões criada pelos analistas.

No trimestre encerrado em março, a Netflix superou as expectativas do mercado e registrou globalmente 7,86 milhões de novos assinantes, contra 7,14 milhões esperados. Só nos EUA houve 1,74 milhão de novos assinantes contra 1,57 milhão previsto pelos analistas. No primeiro trimestre, o lucro foi de US$ 344,1 milhões, contra US$ 290,1 milhões no mesmo período do ano passado. A receita também cresceu: de US$ 3,7 bilhões para US$ 4,52 bilhões.

 

Uber nunca será lucrativa?

Em maio, a Uber realizará a maior oferta inicial de ações deste ano. No arquivo de mais de 300 páginas encaminhado para a SEC, a empresa avaliada em cerca de US$ 100 bilhões admite que talvez nunca seja lucrativa. No ano passado, teve um prejuízo de US$ 3 bilhões, devido aos elevados gastos com motoristas e às significativas perdas de seu aplicativo de delivery de alimentos, o Uber Eats. A afirmativa da Uber, no entanto, não assustou, pois em março quando realizou seu IPO, a concorrente também afirmou em seu prospecto: “Nós temos um histórico de perdas líquidas e podemos não ser capazes de alcançar ou manter a rentabilidade no futuro.”

Jay Ritter, professor da Universidade da Flórida e especialista em IPOs, mostra que a única vez em que tantas empresas não lucrativas abriram seu capital nos Estados Unidos foi no início dos anos 2000, no que se tornou a “bolha do pontocom”. E faz a pergunta: “Desta vez será diferente?”

 

Bolsas europeias voltam ao máximo

O ritmo de crescimento de 6,4% da China, quando analistas previam estabilização, motivou investidores e Bolsas europeias operaram com índices positivos. Pelo sexto pregão, o Stoxx600 subiu, ficando no verde pela sexta sessão, retornando ao máximo de 8 de agosto do ano passado.

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