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Balança do agronegócio tem superávit de US$ 8,6 bi

O principal produto exportado pelo setor de produtos florestais foi a celulose.

Negócios Internacionais / 15:12 - 17 de Jun de 2019

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As exportações do agronegócio foram de US$ 9,80 bilhões em maio deste ano, recuo de 1,7% em relação ao mês de 2018. A redução das exportações ocorreu principalmente em função da diminuição do índice de preço dos produtos de exportação do agronegócio brasileiro, de 9,1%. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o índice de quantum (volume) contribuiu para evitar uma queda maior do valor exportado, registrando elevação de 8,1%.

A participação do agronegócio na balança comercial brasileira de maio recuou de 51,6% para 46,1%, devido à queda das exportações do agronegócio em 1,7% e a elevação das exportações dos demais setores em 22,5%. As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, subiram de US$ 1,08 bilhão em maio de 2018 para US$ 1,18 bilhão em maio de 2019. O saldo da balança comercial do Agronegócio ficou em US$ 8,6 bilhões. Os produtos agropecuários que tiveram recorde em quantidade vendidas ao exterior para o mês de maio, desde a séria histórica de 1997, foram a carne bovina e suína in natura, celulose e café verde.

As vendas externas de carne bovina in natura alcançaram 123 mil toneladas, com destaque para três mercados: Emirados Árabes (+7,8 mil toneladas), Rússia (+7,1 mil toneladas) e China (+6,2 mil toneladas). Quanto à carne suína, os casos de Peste Suína Africana (PSA) já estão gerando impacto nas exportações brasileiras, de acordo com a SCRI/Mapa. Alguns mercados mereceram evidência quanto ao incremento da quantidade exportada em maio: China (+7,2 mil toneladas), Rússia (+3,1 mil toneladas), Chile (+2,1 mil toneladas) e Vietnã (+1,8 mil toneladas).

O principal produto exportado pelo setor de produtos florestais foi a celulose, com recorde na quantidade exportada de 1,58 milhão de toneladas para maio. Também o valor de US$ 859,18 milhões em celulose (+18,0%) foi recorde. Praticamente a metade das exportações de celulose brasileira foi adquirida pela China, que comprou US$ 413,52 milhões do produto (+52,3%) ou 784,5 mil toneladas. O Brasil exportou US$ 438,3 milhões no setor de café (+71,7%), com forte expansão da quantidade exportada de 205 mil toneladas do grão (125%), embora os preços internacionais dos produtos do setor tenham caído, em média, 23,7%. O café verde teve incremento de 130% na quantidade embarcada, recorde para todos os meses de maio, desde 1997, totalizando 196 mil toneladas.

 

Superávit de US$ 3,3 bi na balança fluminense

O Rio de Janeiro aumentou em 14% (US$ 9,3 bilhões) suas exportações e reduziu em 1% (US$ 6 bilhões) as importações de janeiro a abril deste ano, registrando saldo comercial positivo de US$ 3,3 bilhões, em comparação ao mesmo período de 2018. Com isso, a representatividade do estado no comércio exterior do país foi de 12%, sendo o segundo player com fluxo internacional mais expressivo, atrás apenas de São Paulo. É o que afirma o Boletim Rio Exporta de maio, elaborado pela Firjan.

O boletim mostra que o estado do Rio está conseguindo manter um saldo positivo de comércio, a despeito do cenário de crise mundial, com disputas comerciais e elevação de tarifas”, destaca Flávia Cristina Lima Alves, especialista em Comércio Exterior da Firjan. De acordo com o estudo, no acumulado anual, o incremento de vendas externas foi ocasionado pela receita de produtos básicos (13%) e, principalmente, de produtos manufaturados (38%), com destaque para exportação de partes de motores e turbinas para aviação.

 

Produção eletroeletrônica cai 6,3%

A produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 6,3% no primeiro quadrimestre deste ano em relação a igual período de 2018. É o que demonstram os dados divulgados pelo IBGE agregados pela Abinee. O resultado foi motivado pelas quedas de 11,3% na produção de bens eletrônicos e de 1,0% da área elétrica. Na avaliação do presidente da Abinee, Humberto Barbato, os números reforçam a urgência de medidas que possam favorecer o consumo. “Além da Reforma da Previdência, que é de fato importante, precisamos de outras ações que contribuam para a retomada do crescimento, pois é preocupante o desempenho deste primeiro quadrimestre”, diz.

No mês de abril de 2019, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico recuou 3,4% em relação a abril do ano passado. O desempenho foi influenciado pelas quedas de 0,1% da indústria elétrica e 6,5% da eletrônica. Na comparação com março de 2019, a produção do setor eletroeletrônico, com ajuste sazonal, cresceu 3,1%, sendo 4,0% por parte da indústria eletrônica e 2,3% pela indústria elétrica

 

Brasil volta a exportar carne bovina para China

A China vai retomar as importações de carne bovina do Brasil que estavam suspensas desde o dia 3 de junho, por conta da notificação de caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), detectado em Mato Grosso. A China é o único país, entre os importadores do Brasil, que tem protocolo sanitário que exige a suspensão temporária das importações de carne quando detectado caso atípico de EEB. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, recebeu a notícia da reabertura do mercado chinês nesta madrugada. A ministra reafirmou que vai continuar negociando um novo protocolo com as autoridades sanitárias chinesas.

A doença foi constatada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não havia, portanto, risco para a população.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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