Balança comercial de abril registra queda nas exportações

Redução foi causada pelas operações especiais, como reexportações.

Negócios Internacionais / 17:27 - 6 de mai de 2019

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A balança comercial brasileira de abril de 2019 em relação a abril de 2018, pela média diária, registra que as exportações apontam retração de 0,1%, e as importações tiveram queda de 1,2%. No mesmo período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 33,317 bilhões, o que representa queda de 0,6%, pela média diária. No acumulado de 2019, as exportações foram de US$ 72,343 bilhões (- 2,7%, pela média diária). No acumulado do ano, as importações somaram US$ 55,766 bilhões, queda de 0,8% sobre o mesmo período anterior (US$ 56,215 bilhões). O saldo comercial acumula superávit de US$ 16,576 bilhões, redução de 8,7%, pela média diária, em relação ao mesmo período de 2018 (US$ 18,165 bilhões).

Em abril de 2019, as exportações por fator agregado alcançaram os seguintes valores: básicos (US$ 10,228 bilhões), manufaturados (US$ 6,899 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,562 bilhões). Sobre o ano anterior, cresceram vendas das três categorias: semimanufaturados (7,1%), básicos (2,1%) e manufaturados (0,8%). Assim, as responsáveis pela queda mensal de 0,1% nos embarques ao exterior foram as operações especiais, principalmente as reexportações e consumo de bordo.

No grupo dos básicos, em relação a abril de 2018, cresceram as vendas principalmente de algodão em bruto (145,2%), carne suína (51,4%), carne bovina (48,1%), petróleo em bruto (43,5%), carne de frango (36,1%), e café em grãos (11,6%).

Nos manufaturados, no mesmo comparativo, aumentaram as vendas principalmente de tubos flexíveis de ferro ou aço (para US$ 148 milhões), máquinas e aparelhos para uso agrícola (208,3%), partes de motores e turbinas para aviação (116,9%), torneiras, válvulas e partes (99,7%), gasolina (81,2%), óleos combustíveis (46,5%) e aviões (1,7%).

Em relação aos semimanufaturados, cresceram as vendas principalmente de açúcar em bruto (25,8%), celulose (25,2%), ferro-ligas (23,7%), semimanufaturados de ferro ou aço (23,7%), e ouro em formas semimanufaturadas (12,2%).

Por mercados compradores, aumentaram os embarques para os seguintes destinos: Oriente Médio (79,7%), Oceania (25,9%), Estados Unidos (22,9%), África (12,6%) e Ásia (0,7%). Por outro lado, diminuíram as vendas para o Mercosul (-36,6%), América Central e Caribe (-31,7%) e União Europeia (-2,9%). Os cinco principais compradores de produtos brasileiros, no mês, foram: 1º) China, Hong Kong e Macau (US$ 5,995 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 2,821 bilhões), 3º) Argentina (US$ 904 milhões), 4º) Países Baixos (US$ 795 milhões) e 5º) Chile (US$ 510 milhões).

Nas importações, reduziram as compras externas de bens de capital (-10,0%), bens de consumo (-6,6%) e bens intermediários (-0,2%), enquanto aumentaram as compras de combustíveis e lubrificantes (10,4%). Por mercados fornecedores, na comparação com abril de 2018, diminuíram as compras originárias da Oceania (-31,8%), União Europeia (-18,5%), Mercosul (-3,6%).

As exportações no acumulado de janeiro a abril de 2019, tiveram retração em relação ao mesmo período de 2018. Os produtos manufaturados (-7,3%) e semimanufaturados (-1,1%), tiveram redução de embarques enquanto que cresceram as vendas de produtos básicos (5,8%).

Por mercados compradores, caíram as vendas para o Mercosul (-37,9%, sendo que para a Argentina diminuiu 46,5%, por conta de automóveis de passageiros, veículos de carga, tratores, autopeças, óleos combustíveis, máquinas e aparelhos para uso agrícola, máquinas e aparelhos para terraplanagem, chassis com motor para automóveis, polímeros plásticos etc), União Europeia (-17,3%) e África (-11,6%).

Por outro lado, cresceram as vendas para a Oceania (45,9%), América Central e Caribe (43,4%), Oriente Médio (30,4%), Ásia (9,5%) e Estados Unidos (9,4%). Os principais países de destino das exportações, no acumulado janeiro-abril/2019, foram: 1º) China, Hong Kong e Macau (US$ 20,1 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 9,5 bilhões), 3º) Argentina (US$ 3,2 bilhões), 4º) Países Baixos (US$ 2,8 bilhões) e 5º) Alemanha (US$ 1,8 bilhão). Já as importações, no acumulado do ano, cresceram para as categorias de bens de capital (2,4%) e bens intermediários (1,6%) e diminuíram em relação a compra de combustíveis e lubrificantes (-10,4%) e bens de consumo (-4,9%).

 

BNDES financia exportação de aviões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de até US$ 189 milhões (cerca de R$ 705 milhões) para exportação de aeronaves modelo E-175 fabricadas no Brasil pela Embraer. Os aviões serão comprados pela amerciana Skywest, a maior companhia aérea regional do mundo. Os recursos cobrirão até 85% do preço líquido das aeronaves exportadas. A principal garantia da operação são as aeronaves objeto do financiamento.

A operação contribui para a manutenção de cerca de 16 mil empregos diretos altamente qualificados da Embraer no Brasil, além de aproximadamente 80 mil empregos indiretos. O apoio é similar ao que é oferecido aos demais fabricantes de aeronaves do mundo por instituições de seus respectivos países, com o objetivo de dar competitividade à empresa brasileira num mercado globalizado e acirradamente disputado.

O BNDES, por meio de sua Área de Comércio Exterior, atua como a agência de crédito à exportação brasileira há mais de 25 anos, destacando-se o apoio às exportações do setor aeronáutico, que somam mais de US$ 22 bilhões no período, gerando divisas para o País. De acordo com o banco de fomento, esse crédito também tem papel fundamental na consolidação da indústria aeronáutica nacional, que rivaliza no mercado mundial com indústrias americanas, europeias e canadenses.

A Skywest, que responde por cerca de 33% do tráfego aéreo regional dos EUA, é um dos maiores e mais tradicionais clientes da Embraer, sendo atualmente o maior operador dos jatos E-Jets da empresa brasileira, e também um tradicional cliente do BNDES. O relacionamento remonta a 1998, quando a Skywest comprou aeronaves Brasília da Embraer com financiamento da instituição.

Com sede em São José dos Campos, no Vale do Paraíba paulista, a Embraer é uma empresa global que atua nos segmentos de aviação comercial, aviação executiva, defesa/segurança e aviação agrícola. Desde sua fundação, em 1969, já entregou mais de 8 mil aeronaves e é líder mundial na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos, sendo a principal exportadora brasileira de bens de alto valor agregado

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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