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Balança do agronegócio fica positiva em US$ 7,3 bi em outubro

Negócios Internacionais / 19 Novembro 2018

Em outubro de 2018, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 8,48 bilhões, o que representou alta de 5,7% em comparação ao mesmo mês de 2017. Com esse valor, o agronegócio alcançou participação 38,5% do total das vendas externas brasileiras no mês. Já as importações do agronegócio totalizaram US$ 1,19 bilhão em outubro, com elevação de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio no mês foi de US$ 7,29 bilhões (+5,9%).

A divulgação dos dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi feita nesta sexta-feira (16).

Em relação aos setores exportadores do agronegócio brasileiro, os destaques do período foram o complexo soja (30,9%); carnes (15,9%); produtos florestais (13,2%); complexo sucroalcooleiro (8,3%); e cereais, farinhas e preparações (7,6%). Em conjunto, as vendas externas desses cinco setores apresentaram participação de 75,9% do total exportado pelo agronegócio brasileiro em outubro de 2018.

As exportações do complexo soja cresceram 78,8% em relação a outubro de 2017, com US$ 2,62 bilhões. A maior parcela desse valor foi gerada pelas exportações de soja em grãos, que alcançaram volume recorde para todos os meses de outubro com 5,35 milhões de toneladas (+115,1%), o que resultou em uma cifra também recorde para o mês de outubro de US$ 2,11 bilhões (+124,2%).

As vendas de carnes totalizaram US$ 1,35 bilhão no período, uma redução de 5% ante US$ 1,42 bilhão verificado no mesmo mês do ano anterior. Houve aumento de 3,5% no quantum comercializado, com 608 mil toneladas. O principal item negociado no mês foi a carne bovina, com US$ 619 milhões (+3,3%). Em relação à quantidade, verificou-se novo recorde de comercialização da carne bovina in natura para os meses de outubro, com 136 mil toneladas negociadas.

Em terceiro lugar no ranking dos setores do agronegócio que mais exportaram em valor, os produtos florestais registraram a soma de US$ 1,12 bilhão, com crescimento de 10,2% em relação ao US$ 1,02 bilhão obtido no mesmo mês do ano anterior. O principal produto negociado foi a celulose, com o valor recorde para os meses de outubro de US$ 619,46 milhões (+14,9%) e 1,12 milhão de toneladas (+4,2%), respectivamente.

Abertas inscrições para plano de expansão internacional

Empresas de produtos ou serviços que tenham interesse em abrir uma nova operação no exterior, como escritório comercial ou centro de distribuição, podem se inscrever até 23/11 para o workshop “Construção do Plano de Expansão Internacional” que será realizado no dia 29/11, no Rio de Janeiro, das 9h às 18h. A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.

O evento é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para que as empresas brasileiras possam conhecer detalhadamente as ferramentas que podem facilitar o processo de internacionalização.

O modelo do Plano de Expansão Internacional, desenvolvido por especialistas da equipe de internacionalização da Apex-Brasil, contempla três etapas principais: a Estratégia de Internacionalização, para verificar o alinhamento entre os objetivos e resultados esperados e a estratégia corporativa da empresa; a Análise do Mercado, que promoverá uma reflexão sobre a proposta de valor e o modelo de negócios para o mercado externo; e as operações internacionais, que busca orientar como analisar a viabilidade econômica desta iniciativa.

As vagas são limitadas e sujeitas à análise de perfil seguindo critérios definidos pela equipe da Apex-Brasil.

SERVIÇO

Workshop – Construção do Plano de Expansão Internacional

Data: 29 de novembro de 2018

Hora: 9h às 18h

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Inscrições www.apexbrasil.com.br

 

Como montar um departamento de exportação

Muitas empresas reclamam que não conseguem exportar ou que as suas exportações não decolam. A profissionalização do departamento de exportação é uma das medidas iniciais para que a empresa consiga ter sucesso em suas vendas internacionais.

Pensando nesta necessidade de mercado o site Exportnews está lançando o E-Book Como montar um departamento de exportação.

Esta cartilha eletrônica foi editada somente na versão digital. Tem 84 páginas, onde o empresário encontrará a sugestão da estrutura ideal de um Departamento de Exportação, fluxo de documentos, critérios objetivos para a seleção do Gerente de exportação, Agentes de Vendas, Bancos, Armazéns, Despachantes Aduaneiros e Agentes de Carga.

O custo do E-Book é de R$ 75,00 e será enviado por e-mail.

Para adquirir solicite pelo e-mail: pietrobelliantonio0gmail.com


Setor de alimentos e bebidas terá 16 eventos para exportação

Os empresários do setor de alimentos e bebidas e do agronegócio podem programar a agenda de promoção comercial de seus produtos para 2019. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançou o calendário unificado para promoção do setor de alimentos e bebidas no exterior e há inscrições abertas para 16 eventos do setor. A ação ocorre em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), e busca posicionar o Brasil como um grande parceiro do Agronegócio mundial e impulsionar os negócios de empresas brasileiras.

Foram selecionadas as principais feiras internacionais do setor e ainda serão organizadas quatro missões empresariais, fomentando as vendas, e também diversificando a pauta exportadora do setor para esses países.

Ao todo, as ações organizadas diretamente pela Apex-Brasil e pelo MRE para promoção do Agronegócio no exterior em 2019 vão envolver 10 mercados considerados estratégicos pelos estudos de inteligência da agência.

O objetivo do lançamento do calendário unificado de ações da Apex-Brasil para o próximo ano é dar aos empresários do setor de alimentos e bebidas uma maior previsibilidade, dando tempo para que possam se planejar e assim decidir em quais das ações querem integrar a delegação brasileira.

A novidade no planejamento 2019 é que a Agência está criando a modalidade de “Empresa Vitrine”, que serão selecionadas para participar das Feiras. Diferentemente das empresas expositoras, as empresas vitrines devem apresentar produtos com características de Sustentabilidade, Criatividade, Inovação ou Diversidade. O objetivo é construir narrativas com os atributos da campanha Be Brasil para promover o posicionamento da imagem de negócios do Brasil no exterior.

Faça sua inscrição www.apexbrasil.com.br

 

Imposto de importação aumenta custos de produtos nacionais

Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) contabiliza que a sociedade brasileira gasta R$ 130 bilhões a mais para usufruir serviços, consumir produtos industrializados ou primários por causa de barreira tarifária. O valor equivale à “assistência efetiva”, definida pelo Ipea como uma estimativa do valor líquido indiretamente recebido pelos produtores domésticos em função da proteção que as tarifas de importação proveem a esses produtores, permitindo que eles pratiquem preços mais elevados no mercado doméstico do que aqueles que prevaleceriam na ausência da tarifa.

Esses R$ 130 bilhões não é o governo que está arrecadando. São os produtores que estão ganhando um valor adicional pelo fato de poderem cobrar mais caro pelos produtos que vendem aqui dentro porque o importado sairia mais caro por conta da tarifa”, explica Fernando Ribeiro, coordenador do estudo.

De acordo com a nota técnica do Ipea, disponível no site do instituto, a indústria de transformação é a que mais se beneficia com a possibilidade de cobrança de Imposto de Importação. Em 2015, a tributação para produtos industrializados ergueu uma barreira equivalente a R$ 150 bilhões, que garante uma reserva de mercado. “Tem uma economia política em que muitos setores se organizam, fazem lobby, fazem pressão, para ao menos conseguir preservar o nível de proteção. Principalmente, quando eles percebem que não têm um nível de competitividade adequado ou precisam dessa proteção para conseguir se manter no mercado”, descreve Ribeiro.

Os benefícios para alguns setores econômicos custeados pela sociedade ainda são maiores. O estudo não contabiliza subsídios diretos, barreiras não tarifárias e desonerações de outros impostos.

O Ipea calcula que a “assistência efetiva” é maior para subsetores de produção de automóveis, caminhões e ônibus; de vestuário e acessórios, de têxteis; de biocombustíveis; e de informática, produtos eletrônicos e ópticos. A análise assinala que os setores de serviços, construção civil e a indústria extrativista não se beneficiam de barreiras tarifárias.

"O que está em jogo é o que a sociedade como um todo está pagando a mais para os produtores domésticos, que são esses R$ 130 bi, porque existe uma tarifa de importação que permite que eles vendam mais caro do que eles venderiam se não houvesse a tarifa", diz Ribeiro. (EBC)

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com