Avião da EgyptAir desaparece dos radares quando ia de Paris para o Cairo

Internacional / 11:00 - 19 de mai de 2016

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Um avião da EgyptAir desapareceu dos radares na noite dessa quarta-feira, quando fazia a ligação entre Paris e o Cairo. Uma fonte aeroportuária grega disse à agência France Presse (AFP) que o avião caiu próximo à ilha grega de Karpathos, no Mediterrâneo, no espaço aéreo egípcio. O voo MS804 da Egyptair transportava sete tripulantes, três agentes da segurança e 56 passageiros, entre eles um português, 15 franceses, um britânico e um canadense. "O avião entrou no espaço aéreo egípcio, desapareceu do radar grego e caiu a cerca de 130 milhas da ilha de Karphatos", disse a mesma fonte à AFP. A fonte da aviação civil da Grécia disse também que a última comunicação com o piloto do voo da EgyptAir ocorreu três minutos antes de o aparelho cair, acrescentando que não foi recebida qualquer mensagem de alerta. O ministro da Defesa da Grécia informou que dois aviões de resgate e uma fragata da Marinha foram enviados para a região. O voo - que deveria chegar ao Aeroporto Internacional do Cairo na madrugada de hoje - partiu do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, ontem à noite e perdeu contato 10 minutos antes de entrar no espaço aéreo egípcio, informou a Egypt Air. O último contato com a aeronave ocorrreu por volta das 0h45 de hoje (19h45, no horário de Brasília). Operações de busca estão sendo feitas no Mediterrâneo, envolvendo as Forças Armadas egípcias, com a ajuda da Grécia. O vice-presidente da EgyptAir, Ahmed Abdel, disse à CNN que o avião não fez qualquer chamada de emergência. França abre inquérito para apurar acidente O presidente francês, François Hollande, confirmou hoje que o avião caiu sobre o Mar Mediterrâneo e anunciou a abertura de um inquérito para apurar as causas do acidente. "Temos de garantir que sabemos tudo quanto às causas do que aconteceu. Nenhuma hipótese está excluída ou favorecida", disse, numa declaração divulgada na televisão. Hollande afirmou que França está em contato com as autoridades gregas e egípcias para enviar aviões e barcos que possam participar das buscas do aparelho. Vários cenários podem explicar o desaparecimento do avião, mas especialistas dizem que um ataque terrorista é o mais provável. França e Egito têm sido recentemente alvos de extremistas islâmicos. Em outubro, o grupo fundamentalista Estado Islâmico reivindicou o ataque a um avião A321 da companhia russa Metrojet, que caiu no deserto do Sinai quando fazia o trecho entre a estância turística de Sharm el-Sheikh e São Petersburgo, matando 224 passageiros e a tripulação. Peritos opinam - Segundo peritos, as possibilidades de uma avaria mecânica no caso do desaparecimento hoje do voo MS804 da EgyptAir são poucas. - Uma falha técnica grave (a explosão de um motor, por exemplo) parece improvável - disse o especialista em Aeronáutica Gérard Feldzer, destacando que o A320 em questão era "relativamente novo", porque vinha voando desde 2003. Trata-se de "um avião moderno, o acidente ocorreu em pleno voo em condições extremamente estáveis. A qualidade da manutenção e do avião não estão em causa neste acidente", reforçou Jean-Paul Troadec, antigo diretor do Gabinete de Inquéritos e Análises para a segurança da aviação civil de França. Troadec assinalou ainda que a EgyptAir "é uma companhia que está autorizada" a voar na Europa e "não está na lista negra". Os peritos consideram igualmente improvável que o avião tenha sido atingido do solo, como foi o caso do voo 17 da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia em julho de 2014, ou do mar, como ocorreu em julho de 1988 quando a marinha norte-americana fez explodir por engano um avião de passageiros da Iran Air. "Não podemos excluir a possibilidade de ter sido atingido por engano por outro avião, mas provavelmente já saberíamos", disse Feldzer, adiantando que a região ao norte do Egito, incluindo as costas de Israel e da faixa de Gaza, é "uma das mais vigiadas do mundo, também por satélite". Se for determinado que se trata de uma bomba, a questão para os investigadores será como é que o dispositivo foi levado para um avião que decolou do aeroporto mais movimentado da França, o Charles de Gaulle, em Paris, onde o alerta de segurança é elevado desde os ataques terroristas do ano passado na capital francesa. - A primeira coisa a fazer é recuperar destroços que nos darão algumas indicações sobre o acidente, se houve uma explosão, pode haver talvez vestígio de explosivos - disse Troadec. Serviços secretos russos consideram possibilidade de atentado O chefe dos serviços secretos russos, Igor Bortnikov, afirmou hoje que tudo indica que um atentado terrorista derrubou o avião da EgyptAir. "Por tudo o que já vimos, trata-se de um atentado terrorista que custou a vida a 66 pessoas de diversos países", declarou Bortnikov aos jornalistas em Minsk, capital da Bielorrússia, de acordo com a agência russa Interfax. O chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB na sigla em russo) apelou a "todas as partes interessadas, incluindo os parceiros da Europa", para que colaborem na investigação do acidente. As autoridades francesas e egípcias não excluem por enquanto nenhum cenário para o desaparecimento do aparelho, seja ato terrorista ou problema técnico. Com informações da Agência Brasil, citando a Lusa e a Sputnik

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