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Ativos de telecom da Copel podem render até R$ 1,8 bi

Estatal elétrica acumula dívida próxima de R$ 5 bilhões

Mercado Financeiro / 15 Maio 2019 - 22:44

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Detentora de uma dívida expressiva que se aproxima de R$ 5 bilhões, a estatal paranaense de energia Copel estuda se desfazer, se possível ainda este ano, de ativos de telecom e de gás natural, afirmaram executivos da empresa nesta quarta-feira. O mercado está otimista com a venda dos ativos.

“A expectativa é de a companhia levantar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão com a venda de seus negócios de telecomunicações”, afirmaram analistas do banco BTG Pactual em relatório nesta quarta-feira, atribuindo a informação à administração da empresa.

A companhia divulgou na noite de terça-feira resultado financeiro do primeiro trimestre, no qual obteve lucro líquido de R$ 506 milhões, alta de 42,2% na comparação anual. A elétrica acumulava no final de 2018 dívidas de R$ 3,19 bilhões com vencimento até setembro deste ano, R$ 1,5 bilhão que vence em 2020, além de R$ 292, 8 milhões com vencimento em dezembro.

O presidente da Copel, Daniel Slaviero, afirmou em teleconferência com investidores que a empresa estará atenta a oportunidades de investimento que possam surgir em meio a uma nova rodada de vendas de ativos pela estatal Eletrobras, conforme informou a Reuters.

No relatório, os analistas do BTG descreveram os resultados como “impressionantes”, destacando o desempenho da área de distribuição da companhia.

O balanço da companhia também foi visto como forte pelo UBS, que afirmou em relatório na noite de terça-feira esperar uma “reação muito positiva” do mercado e reiterou recomendação de compra dos papéis da companhia. A Eletrobras afirmou na terça-feira que pretende realizar no segundo semestre a venda de até 45 participações em sociedades de propósito específico (SPEs), a maior parte delas envolvendo ativos de geração eólica.

 

Controle

 

Controlada pelo governo paranaense, a Copel vai analisar leilões do governo federal para novos projetos de geração e de transmissão, agendados para junho e dezembro, respectivamente.

“A diretoria de Novos Negócios está olhando novas oportunidades— seja o leilão de junho, o de dezembro, seja essa disposição da Eletrobras de colocar 45 SPEs para o mercado”, disse Slaviero.

“No passado, adquirimos algumas linhas de transmissão da Eletrobras que foram bastante interessantes e vantajosas para nós... vamos olhar atentamente essas oportunidades.”

 

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