Asiáticos compraram petróleo 20% mais caro em Singapura

Aumento dos preços foi perdendo ritmo à medida que Arábia falou em retomar 1/3 da produção.

Acredite se Puder / 17:26 - 16 de set de 2019

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As ações preferenciais da Petrobras chegaram a registrar valorização superior a 5% por causa do ataque de dez drones à unidade produtiva da Saudi Aramco, na Arábia Saudita, no final de semana, e que pelas primeiras notícias gerariam perda de cerca de 5,7 milhões de barris por dia na produção da companhia, montante equivalente a aproximadamente 5% da produção mundial do óleo bruto. No primeiro impacto, a cotação do produto chegou a subir 20% em Singapura, mas com o maior volume de notícias os preços da commodity foram baixando até a alta ser reduzida para apenas 8,5%. A estatal de petróleo da Arábia Saudita anunciou que poderia recuperar ainda na segunda-feira cerca de um terço da produção interrompida, o que representaria uma retomada de cerca de 2 milhões de barris. Além disso, para conter os efeitos do desabastecimento global de combustível, a Arábia Saudita e EUA pretendem liberar parte dos seus estoques estratégicos.

E a alta das ações da Petrobras também começou a ser reduzida, baixando para a faixa dos 4%. Segundo os analistas do UBS, a alta do petróleo é um dos dilemas dos investidores sobre a estatal brasileira, pois está relacionada à sua capacidade de acompanhar as variações internacionais de preços e a volatilidade da taxa de câmbio. Caso os preços no mercado interno subam muito, poderiam desencadear a reação em outras áreas da economia, como no caso dos caminhoneiros.

 

Petrobras desmente ‘Valor’

A Petrobras, em resposta a ofício da CVM, referente à informação de que estuda reunir gasodutos do pré-sal e abrir capital, publicada pelo Valor, esclareceu que, “no âmbito de sua gestão ativa de portfólio, está constantemente estudando e analisando oportunidades de parcerias e desinvestimentos, em consonância com as estratégias traçadas no Plano Estratégico 2040 e Plano de Negócios e Gestão 2019-2023, divulgado em 5 de dezembro de 2018”. Além disso, informou que não há definição ou deliberação pelos órgãos internos da companhia sobre a mencionada reunião de todos os gasodutos marítimos do pré-sal numa única empresa e conclusão de uma reestruturação societária envolvendo tais ativos ainda este ano.

 

Que coisa de doido

A Cielo e a Stone andaram negociando nas últimas semanas, mas, de acordo com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o interesse pelo “negócio esfriou no momento do noivado”, embora exista o interesse da listada na Nasdaq em adquirir a participação do Banco do Brasil e ficar sócia do Bradesco. Caramba, notícia sobre fato passado, mas que provocou alta de quase 6% nas ações da Cielo, que ultrapassaram a faixa dos R$ 8.

 

CPRM se precipitou em Maceió?

A Braskem contratou a Universidade de Houston, a Coppetec e um grupo de renomados professores brasileiros e estrangeiros para realizarem estudos técnicos especializados e independentes com o objetivo de avaliar o Relatório nº 1 apresentado pelo Serviço Geológico do Brasil – CPRM sobre o fenômeno geológico ocorrido em Maceió. Bom, agora ficou a dúvida: em quem acreditar: nessa tropa fantástica ou nos geólogos brasileiros? Segundo os estudos preliminares com os dados disponíveis, não é possível determinar as causas da instabilidade do solo nos bairros de Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió, como afirmou a CPRM no relatório.

 

É muito ou é pouco?

O GPA comunicou que a subsidiária Sendas protocolou na Superintendência Financeira da Colômbia o pedido para realizar a oferta pública de aquisição da totalidade das ações de emissão do Éxito S/A, ao preço de 18.000 pesos colombianos por título.

 

Telefónica quer a Oi

A Telefónica, controladora da Vivo, estuda a compra da Oi por US$ 6,7 bilhões, segundo o jornal El Confidencial. Na notícia consta que a interessada já teria contratado um banco de investimentos para assessorar na compra parcial ou total, citando o Morgan Stanley.

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