Após tratar infecção na pele, Pezão recebe alta no Rio

Rio de Janeiro / 15:52 - 13 de abr de 2016

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O governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), recebeu alta hoje pela manhã do Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Zona Sul do Rio, onde estava internando desde o dia 5 de abril, para tratar de uma infecção na pele, perto da clavícula. No local, foi inserido um cateter para tratamento de um câncer linfático. Pezão tinha recebido alta do mesmo hospital no dia 31 de março, após 19 dias internado para a primeira bateria de sessões de quimioterapia. Ele foi diagnosticado com um linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer nas células de defesa do organismo. O governador deve ser submetido de seis a oito ciclos de quimioterapia, e o tratamento deve durar entre seis e oito meses. Na primeira sessão de quimioterapia, a previsão era a de que Pezão tivesse alta hospitalar no dia 29 de março, dia que completaria 61 anos de idade, mas o governador acabou passando o aniversário no hospital e teve alta dois dias depois. Em seguida, o governador viajou para Piraí, cidade do interior do estado da qual foi prefeito e onde mora sua mãe, mas teve de retornar ao Rio devido a uma inflamação no cateter para o tratamento quimioterápico. Pezão tirou licença de 30 dias do governo do estado. Em seu lugar, está o vice-governador, Francisco Dornelles. Governo adia por um mês o pagamento de mais da metade dos aposentados Nesta quarta, o governo do Estado do Rio anunciou não ter dinheiro para pagar em dia 137 mil servidores inativos ou pensionistas que recebem mais de R$ 2 mil de salário e somam mais da metade da categoria. Por causa da crise, reflexo da queda do preço do petróleo no mercado internacional e da arrecadação de impostos, a prioridade foi pagar os servidores ativos. A previsão é que o salário dos aposentados seja depositado até o dia 12 de maio. Ao anunciar o adiamento, o governador em exercício, Francisco Dornelles, reconheceu que a situação é trágica e disse que rombo nas contas chega a R$ 18 bilhões. Em solidariedade, suspendeu o próprio salário e de todo o secretariado. Os soldos só devem ser pagos com o dos aposentados e pensionistas. - O país vive uma recessão grande, o Rio, talvez, tenha sido o estado mais atingido por essa recessão e nós queremos reiterar o compromisso com o funcionalismo ativo e inativo e dizer que faremos todos os esforços que estão a nosso alcance para que essa parcela até 12 de maio possa ser antecipada - afirmou, em entrevista à imprensa. Em abril, o governador acredita que a situação será melhor. - Acreditamos que teremos recursos para cobrir o salário de abril no prazo. Agora, a situação é trágica. É uma tragédia - disse. Julio Bueno - O secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno, disse que para recompor os cofres é preciso tomar medidas de austeridade, como a securitização da dívida ativa do estado e fazer operações de crédito. - Na verdade, a gente depende, para cobrir esses gastos, de recursos extraordinários - declarou, em entrevista à imprensa, mais cedo, ao lado do governador em exercício. Ele informou que "todo o esforço" está sendo feito para diminuir as despesas, "aprofundando os cortes". O déficit no orçamento do Rio é causado pelos gastos com a previdência, responsáveis por R$ 12 bilhões na área. A disparidade na arrecadação e nas despesas vinha sendo coberta com as receitas do petróleo, como royalties e o pagamento de participações especiais, mas com a queda brusca dos preços do produto no exterior, cada vez mais a previdência depende do Tesouro. A folha de pagamento de aposentadorias e pensões cresceu mais de 200% entre 2007 e 2016. Bueno também atribui a queda da arrecadação à recessão da economia, assim como à diminuição das atividades da Petrobras no estado, em função do preço do petróleo. Com informações da Agência Brasil

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