Apesar de movimentar R$ 683 bi, Cielo decepciona analistas

Lucro caiu quase 50%, assim como o Ebitda.

Acredite se Puder / 19:00 - 28 de jan de 2020

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As maiores casas brasileiras de análises, como o Itaú BBA, o Bradesco BBI e o Morgan Stanley, consideraram que o balanço da Cielo veio abaixo das expectativas, pois a operadora de cartões e meios de pagamentos, apesar de registrar um aumento de 9% no volume financeiro, que chegou a R$ 683 bilhões, obteve um lucro líquido de apenas R$ 1,58 bilhão em 2019, o que significou queda de 49,7% em comparação ao exercício anterior, quando o resultado se situou em R$ 3,1 bilhões. Ao mesmo tempo, o Ebitda ficou em R$ 1,79 bilhão, representando redução de 50,6% em comparação a 2018.

Os técnicos do Itaú BBA colocaram sob revisão o preço-alvo da Cielo e a própria classificação das ações, pois consideram que a perspectiva é negativa. Para os do Bradesco BBI, o lucro líquido do quarto trimestre, de R$ 242 milhões, veio 17% abaixo da estimativa, que era de R$ 292 milhões, e as despesas e os custos no período foram 9% maiores. As projeções de lucro líquido para a Cielo em 2020 e 2021, no entanto, foram mantidas em R$ 1 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente, mas passaram o alerta que podem existir alterações, pois os preços nas empresas de meios de pagamento continuam sob pressão por causa da forte concorrência. A recomendação continua abaixo da média do mercado, com objetivo em R$ 6,50, abaixo dos R$ 7.

Ao contrário dos demais, os técnicos do Morgan Stanley se mostram otimistas, apesar de considerarem que os resultados ficaram abaixo das estimativas, mas mantiveram a classificação de acima da média. No pregão desta terça-feira, as ações da Cielo chegaram a cair mais de 15%. Na parte da tarde, houve reação, e a cotação voltou para R$ 7,12, com ganho de 1,71%.

 

Casal de trambiqueiros captou quase US$ 1 bi

A Securities nd Exchange Commission acusou Jeffrey e Paulette Carpoff, casal da Califórnia, de montar um projeto que envolvia créditos tributários alternativos à energia e que nada mais era do que um esquema Ponzi, que movimentou quase um bilhão de dólares. De acordo com as investigações, entre 2011 e 2018, Jeffrey e Paulette movimentaram aproximadamente US$ 910 milhões, oferecendo a 17 investidores títulos sob a forma de contratos de investimento por meio de suas duas geradoras de energia solar, a DC Solar Solutions Inc. e a DC Solar Distribution Inc. Os Carpoffs prometeram créditos tributários, pagamentos de aluguel e lucros da operação de geradores solares móveis.

Na realidade, a maioria dos geradores nunca foi fabricada, e a grande maioria das receitas de arrendamento pagas aos investidores veio dos novos fundos captados. Durante todo o esquema, o casal usou pelo menos US$ 140 milhões para financiar seu estilo de vida luxuoso, que incluía 150 carros esportivos e de luxo, dezenas de propriedades e uma participação em um serviço de jato particular. A SEC acusa os Carpoffs de violarem as disposições antifraude das leis federais de valores mobiliários e buscam medidas cautelares e sanções civis.

 

Azul arrendará aviões velhos a aérea polonesa

Por causa do plano de substituição da frota por aeronaves mais modernas, como o Embraer E2, que é maior e tem o consumo mais baixo de combustível, a Azul vai subarrendar 53 dos seus aviões Embraer E-195 para companhia aérea LOT, da Polônia, e para a Breeze Aviation Group, uma startup dos Estados Unidos. Segundo John Rodgerson, presidente da Azul, “o preço do combustível é 35% mais caro no Brasil que em outras partes do mundo, por isto é essencial que a companhia passe a operar com aeronaves da próxima geração o quanto antes”.

 

Uber e Movida lançam tuk-tuk

A Uber e a locadora de automóveis Movida fizeram uma parceria para lançar na orla de Vitória, capital do Espírito Santo, um serviço de transporte por tuk-tuk, triciclos motorizados, muito conhecidos em países asiáticos. Será o primeiro serviço do tipo no Brasil e, segundo as empresas, a viagem custará menos que as opções tradicionais da Uber. Os triciclos pertencem à Movida, são elétricos, transportam até dois passageiros e começam a circular nesta quarta-feira.

 

JBS exportará mais US$ 3 bi para China

A JBS vai exportar carnes bovina, suína e de aves no valor de até R$ 3 bilhões anuais para a empresa WH Group, que possui cerca de 60 mil pontos de venda na China. Serão exportados produtos in natura das marcas Seara e Friboi.

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