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Apesar da Lava Jato, Odebrecht cresce no exterior

Empreiteira consegue novos contratos e fatura US$ 714 mi desde 2015.

Empresas / 08 Março 2019 - 22:47

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Os efeitos da Operação Lava Jato nas empreiteiras nacionais foi devastador. As seis maiores construtoras – Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Mendes Júnior e Cons-tran – viram suas receitas encolherem de R$ 77 bilhões, em 2015, para R$ 22 bilhões, em 2017. Foram demitidos 200 mil trabalhadores.
A Odebrecht, que chegou a ter, ao final de 2014, 49% da receita do grupo (além da empreiteira, inclui concessionárias, petroquímica e diversos outros ramos) gerada fora do Brasil, perdeu contratos à medida que as denúncias foram exportadas: concessões de uma usina hidrelétrica no Panamá e de uma rodovia na Colômbia e construção de refinarias da Pemex (México).
Mas o jogo começa a virar. Nos últimos meses, a Odebrecht Engenharia & Construção foi vencedora de contratos nos Estados Unidos – aditivo na obra do aeroporto de Miami – e para construção do metrô do Panamá.
Desde 2015, as obras da empresa no exterior faturaram US$ 714 milhões. Esta semana, foi iniciada a geração de energia na Unidade 1 da termelétrica de Punta Catalina, na República Dominicana. Quando concluída, a central será responsável por um incremento de até 35% na produção de energia no país.
O projeto é financiado pelo governo dominicano e pela agência de exportação de bens e serviços italiana. Por ideologia, o Brasil perde oportunidades de exportar produtos que gerariam empregos aqui. A perseguição ao BNDES dificulta a conquista de espaços importantes para a venda de serviços brasileiros, abrindo caminho para empresas de outros países.
 

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