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Aonde o Brasil quer chegar?

Economistas dos candidatos apresentam propostas estruturais e conjunturais Um outro período histórico se abre para o Brasil,...

Política / 09 Agosto 2018

Economistas dos candidatos apresentam propostas estruturais e conjunturais

Um outro período histórico se abre para o Brasil, defendeu o economista Márcio Pochman, um dos coordenadores do programa de governo do PT. Nelson Marconi, coordenador da campanha de Ciro Gomes (PDT), completa: “O nosso ponto de partida é: aonde nós queremos chegar? Para isso, precisa de uma estratégia”.
Assessores de seis candidatos a presidente da República debateram, em Brasília, caminhos para a retomada do crescimento econômico no país. O encontro “O Desenvolvimento que o Brasil Preci-sa” foi promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).
Em documento entregue às assessorias dos presidenciáveis, a ABDE defende que o nível de investimento precisa subir dos atuais 15% do PIB (Produto Interno Bruto) para 25% – patamar já alcan-çado pelo país em períodos de desenvolvimento.
Participaram do encontro Ana Paula Oliveira (Alvaro Dias, do Pode), Marco Antônio Rocha (Guilherme Boulos, do PSOL), José Márcio Camargo (Henrique Meirelles, do MDB), Eduardo Bandei-ra de Melo (Marina Silva, da Rede), além de Pochman e Marconi.
Rocha disse que a atual crise econômica tem características conjunturais e estruturais, o que exige medidas emergenciais e também políticas de longo e médio prazo. O programa do PSOL baseia-se em três eixos, segundo Rocha: desenvolvimento produtivo, reorganização de mecanismos de intervenção na economia e reestruturação da política macroeconômica. Entre as medidas emergenciais estão as que visam gerar emprego e renda.
Márcio Pochman afirmou que, caso eleito, Lula vai propor a revogação do teto dos gastos públicos, da reforma trabalhista e da terceirização, após a realização de plebiscito. Também pretende con-vocar uma nova Assembleia Nacional Constituinte para tratar das reformas tributária, política, fiscal e bancária.
A revogação do teto dos gastos também foi defendida por Marconi, da campanha de Ciro. Ana Maria Oliveira disse que o programa de governo do Pode prevê a “refundação da República” a partir de uma revisão da Constituição.
Isolado, o economista José Márcio Camargo, da equipe de Meirelles, teve a ingrata tarefa de defender a “herança maldita” do Governo Temer. Mais: disse que o MDB vai aprofundar medidas ado-tadas nos últimos dos anos, como o teto de gastos públicos e a reforma da Previdência.