ANP prevê que bônus bilionários vão acabar sem apontar quando

Executivo comentou sobre outras rodadas

Conjuntura / 23:41 - 7 de nov de 2019

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A 6ª Rodada de Licitações de Partilha de Produção marca o fim dos “bônus bilionários” e a chegada ao momento em que os investimentos das petroleiras licitantes passarão a produzir, contratar e arrecadar. A avaliação foi feita nesta quinta-feira pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, que discursou na abertura do leilão, nesta manhã, no Rio de Janeiro. O executivo da agência, porém, não disse quando os valores bilionários vão durar.

Estamos deixando para trás a era dos bônus bilionários para entrar na fase de produção e arrecadação elevadas”, afirmou o diretor, que prevê um leilão bem sucedido, uma vez que a Petrobras manifestou preferência por três dos cinco blocos ofertados. O leilão ofereceu, na Bacia de Santos, os blocos de Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário. Também foi leiloado o bloco Norte de Brava, o único da lista que fica no pré-sal da Bacia de Campos.

Para Oddone o ciclo de leilões, iniciado em 2017, permitiu uma grande formação de portf[ólio por petroleiras, o que se deu de forma mais diversificada do que antes, já que a Petrobras passou a concorrer sem ser a operadora única do polígono do pré-sal. Como resultado desse processo, a produção nacional deve aumentar e a participação da Petrobras no total deve cair. “Isso é exatamente o que se buscava quando começou esse novo ciclo e é extremamente saudável essa diversificação”, disse,

Oddone disse que, a partir de agora, as ofertas trarão blocos de maior risco exploratório, ou seja, onde a presença de petróleo em quantidades comerciais é menos garantida. “A fase de construção de portfólio exploratório no pré-sal pelas companhias se aproxima do fim. A maior parte das áreas mais conhecidas, mais prospectadas, já foi oferecida ou já está sendo oferecida nas próximas rodadas, a 7a e a 8a, ou já foi contratada”.

Segundo a ANP, os leilões realizados desde 2017 vão gerar até R$ 1,5 trilhão em investimentos por parte da indústria do petróleo, o que pode inserir o Brasil entre os cinco maiores produtores da commodity no mundo, com uma produção diária de 7 milhões de barris em 2030. Para tal, 60 novas plataformas devem ser instaladas. Assim, de acordo com a agência, quando atingir esse pico da produção, a atividade deve gerar uma arrecadação fiscal de R$ 300 bilhões.

O ministro de Minas Energia, Bento Albuquerque, fez uma avaliação do leilão realizado ontem pela ANP para licitar o direito de extrair reservas excedentes dos blocos cedidos à Petrobras no contrato de cessão onerosa. “Foi um grande sucesso, destravou investimentos vultosos e alcançou o maior bônus de assinatura da história das rodadas”, disse o ministro.

Albuquerque afirmou ainda que já foi iniciada a discussão sobre como se dará a licitação dos dois blocos da cessão onerosa, que não foram contratados. “Iniciamos o processo de análise, de modo que a retomada dos leilões dessas áreas ocorra o mais rápido possível”.

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