Angra dos Reis lidera exportações

Negócios Internacionais / 15:23 - 13 de jun de 2011

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Entre os municípios que mais exportaram neste ano, Angra dos Reis (RJ) aparece em primeiro lugar, com US$ 5,405 bilhões, seguido por Parauapebas (PA) - US$ 4,079 bilhões; São Paulo (SP) - US$ 2,635 bilhões; Rio de Janeiro (RJ) - US$ 2,308 bilhões; e Vitória (ES) - US$ 2,100 bilhões. No período, 2.197 municípios realizaram operações de comércio exterior e movimentaram US$ 180,673 bilhões em exportação e importação, um aumento de 30,4% em relação ao ano passado. E o maior exportador, no acumulado do ano, foi São Paulo (US$ 21,769 bilhões), acompanhado por Minas Gerais (US$ 15,180 bilhões) e Rio de Janeiro (US$ 10,928 bilhões). Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (US$ 7,291 bilhões) e Paraná (US$ 6,487 bilhões). Na comparação com o mesmo período de 2010, a maioria dos estados brasileiros aumentou as exportações, com exceção de Rio Grande do Norte (-25,63%), Piauí (-24,38%), Amazonas (-22,28%), Maranhão (-19,64%), Pernambuco (-10,88%), Paraíba (-7,78%) e Rondônia (-2,09%). Superávit mantém bom ritmo O superávit da balança comercial continuando mantendo bom ritmo. Nas duas semanas de junho, com oito dias úteis, o saldo foi positivo em US$ 1,959 bilhão (média diária de US$ 244,9 milhões). Comparando pela média diária, o número é maior que o de maio deste ano (52,7%) e o de junho de 2010 (126,8%). No acumulado do ano, com 111 dias úteis, o saldo comercial está superavitário em US$ 10,514 bilhões (média diária de US$ 94,7 milhões). O resultado é 57,9% maior que o verificado no mesmo período do ano passado, pelo critério da média diária. Balança positiva do agronegócio A balança comercial do agronegócio brasileiro registrou superávit de US$ 6,9 bilhões em maio. As carnes, o complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) e o complexo soja (grão, farelo e óleo) foram responsáveis por 67 % da receita das exportações. O valor embarcado foi de US$ 8,4 bilhões (17,5% a mais que em maio de 2010). As importações também cresceram em relação ao mesmo período do ano passado, e o montante foi de US$ 1,5 bilhão. Exportações aos países árabes As exportações brasileiras ao mundo árabe renderam US$ 5,248 bilhões nos primeiros cinco meses deste ano, um aumento de 39,13% em comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento foi maior do que o registrado pelas exportações totais do Brasil - que avançaram 31,24% no mesmo período, segundo o Mdic - e ocorreu apesar da crise política que se abateu sobre países do Oriente Médio e Norte da África nos últimos meses. Houve aumento dos embarques dos principais grupos de produtos vendidos para a região, como as carnes, principalmente de frango, açúcar, minério de ferro, cereais, especialmente trigo e milho, óleos vegetais, aeronaves e peças, bens de capital, café, soja e produtos químicos, notadamente alumina calcinada. Brasil na Feira de Havana A Apex-Brasil promove o Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Havana (Fihav) 2011. A mostra é realizada de 30 de outubro a 5 de novembro, no Recinto Ferial ExpoCuba, em Havana, Cuba. De caráter multissetorial, a feira atrai a participação de diversos países, especialmente China, Espanha, Canadá e Alemanha. Anualmente, estão presentes cerca de 1.200 expositores, de mais de 30 países, que ocupam uma área de 17,3 mil metros quadrados e fecham negócios da ordem de U$ 500 milhões. Trata-se da principal feira multissetorial de Cuba e de um importante meio de introdução de produtos e serviços brasileiros no mercado cubano. Em 2010, as empresas brasileiras que participaram do Pavilhão do Brasil com apoio da Apex-Brasil fecharam US$ 62,2 milhões em negócios. Informações e inscrições: www.apexbrasil.com.br Fiesp quer segurar queda do dólar O diretor do Departamento de Relações Exteriores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, está propondo mudanças na regulação do mercado de câmbio para conter a desvalorização do dólar. Segundo ele, regras que dificultem a especulação com contratos de câmbio poderiam amenizar a queda do real ante o dólar e, assim, aumentar a competitividade da indústria nacional. Paranaguá mais eficiente A Capitania dos Portos do Paraná acaba de autorizar o aumento da profundidade dos berços de atracação do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. A medida vai permitir que navios de maior calado operem no porto, gerando um acréscimo na movimentação de granéis de até meio milhão de toneladas por ano. A portaria da Capitania dos Portos estabelece capacidades maiores para os três berços do Corredor de Exportação, que passam a ter profundidade de 12,3 metros. Com isso, os navios de soja, milho e farelo de soja que atracam no corredor poderão carregar até duas mil toneladas a mais de carga por navio, barateando o custo das operações no Porto de Paranaguá, além de dar maior competitividade aos produtos brasileiros no mercado externo. Brasil aceitará exigências russas O ministro da Agricultura do Brasil, Wagner Rossi, informou que o Brasil vai se submeter às exigências russas para a conservação da carne destinada à exportação para aquele mercado. Rossi informou também que o governo brasileiro enviou carta ao primeiro-ministro Vladimir Putin solicitando às autoridades russas rever a decisão de suspender a compra de carne brasileira a partir da próxima quarta-feira, 15. Rossi confirmou ainda que todos os frigoríficos brasileiros embargados pelas autoridades russas serão reavaliados por meio de apuradas auditorias, mas lembrou que é preciso tempo para que o Brasil se adapte a todas as exigências dos padrões veterinários russos. O ministro informou ainda que dentro de duas semanas uma missão oficial brasileira irá à Rússia para retomar as negociações e tentar reverter o embargo. Mobilização empresarial pela inovação O Sistema Firjan promove, no dia 30 de junho, o lançamento do Núcleo Estadual de Inovação do Rio de Janeiro, no âmbito da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). A Mobilização Empresarial pela Inovação, articulada e liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), tem por desafio fazer da inovação um tema permanente na direção das empresas brasileiras. O Núcleo do Rio de Janeiro terá como missão sensibilizar e capacitar às empresas fluminenses para que a inovação esteja em pauta, estimulando o aumento das margens de lucro e o acesso a novos mercados, entre outros benefícios. Mais informações pelo telefone (21) 2563-4406 ou pelo e-mail inovacao@firjan.org.br Antonio Pietrobelli editor@exportnews.com.br

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