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Andanças pelos cinco continentes

Por Paulo Alonso.

Opinião / 18:58 - 10 de Jan de 2019

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Os amigos continuam insistindo e, por essa razão, resolvi lançar um novo livro, contando minhas aventuras pelos países visitados recentemente. A primeira obra dessa série de viagens, batizada Pelo Mundo, foi lançada há três anos.

De lá para cá, conheci novas culturas e civilizações, naveguei por outros mares, desembarquei em aeroportos dos mais distantes, visitei templos fantásticos, dancei novos ritmos, saboreei novos paladares e percebi atmosferas das mais sedutoras e incríveis, além de visitar universidades, como as de Varsóvia, Hong Kong e Moscou – verdadeiramente impressionantes.

Até julho, estará nas livrarias Andanças pelos Cinco Continentes, reunindo as peripécias desse último triênio. Na realidade, trata-se de uma coletânea, atualizada, de artigos publicados em vários jornais e revistas, em especial no nosso MONITOR MERCANTIL.

 

Viajar, mais do que lazer e cultura,

sempre foi um investimento de vida

 

Nasci e cresci ouvindo dos meus pais, Cezar e Margarida, numerosos relatos das viagens que faziam pelo mundo. Viajar, para eles, mais do que lazer e cultura, sempre foi um investimento de vida. Assim é que, a partir dos 15 anos, eles me presenteavam com bilhetes aéreos e cruzeiros. Adulto, continuei investindo nesse fascinante exercício de viajar e aprender a apreciar momentos pelos quais passamos em lugares muitas vezes tão exóticos e, ao mesmo tempo, tão deslumbrantes.

E assim percorri a Cadeia do Himalaia, as Cordilheiras dos Andes e dos Alpes; caminhei pelos Desertos do Saara, Judá, Arizona e de Larbab; conheci o Lago de Como; as Cataratas do Niágara; desci os Rios Sena, Tâmisa, Danúbio, Reno, Tigre e Eufrates, Jordão, Tejo, Nilo, Ganges e Mississipi; fiz a Via Crucis em Jerusalém; atravessei os Canais do Panamá, Mancha, Veneza, Amsterdam e Suez; me impressionei com as Ruinas de Cartago, na Tunísia, Roma, Atenas e Éfeso, na Turquia, com o que restou do Muro de Berlim e com o Taj Mahal, na Índia; visitei às pirâmides do Egito e do México; assisti a touradas em Madri; joguei nos cassinos de Macau, Las Vegas e de Mônaco; deparei-me com a inventividade de Dubai; me diverti nos parques da Disneylândia (Los Angeles, Orlando, Paris, Hong Kong e Tóquio); contemplei o Monte Fugi; caminhei pelas Muralhas da China; naveguei pelos sete mares, três oceanos e aportei nos cinco continentes.

E indo ao encontro de tanta cultura, andei por ruelas asiáticas, africanas e europeias; estive em palácios orientais suntuosos da Tailândia, do Butão e do Nepal; castelos da Normandia e da Escandinávia; degustei pratos pra lá de excêntricos na Coréia do Sul, China e Camboja; montei em elefantes, camelos e dromedários; fiz safaris impressionantes na África do Sul; mergulhei nas águas da Indonésia, Mauricio e Seicheles; e conheci pessoas verdadeiramente inesquecíveis, conversando nos mais diversos idiomas.

Desbravei, assim, 72% dos países da Europa; 58% dos das Américas; 52% dos da Ásia; 29% dos da Oceania; e 15% dos da África. Cada viagem, certamente, traz na sua bagagem humana uma vasta soma de emoções, de conhecimentos, de aprendizagem, de referências, de reflexões. E eu, como viajante, um observador atento e um colecionador de histórias, como dizem os amigos generosos em seus comentários, procuro captar, nessa diversidade de tantas latitudes e longitudes, as diferenças apresentadas e, assim, valorizar o que conheço e aprendo.

Viajar é como abrir a Caixa de Pandora. São tesouros culturais preservados, culturas genuínas, emoções novas, oportunidades de contemplar um novo sítio. São sensações das mais diversas e que nos tocam, muitas vezes profundamente.

Por essa razão, assim como fui estimulado pelos meus pais, também estimulo minhas filhas, Aline e Camila, e minha mulher, Claudia, a viajarem mundo afora, mesmo quando eu, por motivos de trabalho, não tenho oportunidade de acompanhá-las. Educação e Cultura são o maior patrimônio que podemos transferir aos nossos filhos.

O meu interesse ao lançar, brevemente, Andanças pelos Cinco Continentes é o de levar ao leitor informações e narrativas sobre cidades visitadas e as minhas impressões pessoais, com olhar de um bom viajante e, sobretudo, a visão de um jornalista atento. São dicas de hotéis, restaurantes, bares, boates, pontos turísticos, shows e sugestões de permanência em cada cidade, com um mínimo de dias. As emoções que serão apresentadas nessa nova obra são frutos das minhas observações mais secretas e revelam o meu olhar por tantos, tão belos e tão incríveis lugares e paisagens.

 

 

Paulo Alonso

Jornalista e dirigente universitário.

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