Analistas divergem em relação ao resultado da Vivo

Principal problema continua sendo a queda nas receitas de telefonia fixa.

Acredite se Puder / 20:08 - 4 de nov de 2019

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Para os acionistas do Itaú BBA, o resultado da Telefônica Vivo foi “ligeiramente positivo”, por causa da aceleração no crescimento da receita de serviços móveis, a melhora na tendência de queda da receita pré-paga e o forte crescimento da receita de banda larga fixa. Porém, foram neutralizados pela queda contínua na receita de voz fixa e o crescimento da inadimplência, atingindo 3% da receita bruta sobre o crescimento da base pós-pago.

Os técnicos do Credit Suisse acham que a Vivo reportou resultados fortes, com receita e Ebitda vindo 2% acima de consenso. O principal highlight positivo foi a expansão na receita de serviços móveis, que cresceu 4,6%, explicado principalmente pelo aumento de cerca de 8% nos preços do pós-pago puro e uma melhora nas tendências do segmento pré-pago. Isto provocou uma melhora em termos de crescimento do Ebitda. Do lado negativo, ressaltam a piora nas tendências do fixo, com receita caindo 3,9% no ano.

 

Notre Dame paga caro pela Clinipam

A Notre Dame Intermédica adquiriu o Grupo Clinipam, que opera na região metropolitana de Curitiba, norte do Paraná e Vale do Itajaí, por R$ 2,6 bilhões. A transação envolve uma carteira de 333 mil beneficiários dos planos de saúde, dos quais 52% pertencem à categoria corporativa, e imóveis operacionais, que possuem valor de mercado de aproximadamente R$ 150 milhões. A Notre Dame vai pagar R$ 2,25 bilhões à vista. O Grupo Clinipam conta com um número de beneficiários que cresceu a uma taxa média de aproximadamente 17% ao ano entre 2013 e 2018.

Os únicos a se manifestarem favoráveis a essa operação foram os analistas do Morgan Stanley, que a consideraram uma grande aquisição, estratégica, e que servirá de porta de entrada para a região Sul. A maioria, no entanto, classificou de elevados os múltiplos da compra, sendo que alguns entendem que o alto custo foi devido à qualidade dos ativos e à falta de necessidade de reformas. O interessante é que os analistas do banco norte-americano entendem que a companhia fará uma oferta primária no primeiro semestre do próximo ano, pois a transação elevará a alavancagem de 0,8 vez para 2,5 vezes, sugerindo um potencial aumento de capital, para trazê-la de volta para cerca de 1 vez.

 

Morgan prevê modesto crescimento para Suzano

Os clientes ddo Morgan Stanley receberam relatório, que atualiza o preço-alvo de Suzano, para R$ 34 e mantém a recomendação de equal-weight. Além disso, mostra as atualizações para as estimativas até 2022, quando o Ebitda deverá se situar em R$ 11,2 bilhões neste ano, maior 4% que as previsões; em R$ 12,65 bilhões, em 2021, com crescimento de 6%, ficando inalterado no ano seguinte. Para o lucro por ação, as estimativas são de prejuízo de R$ 1,81 neste ano; lucro de R$ 3,95 em 2020; de R$ 3,09 em 2021 e de R$ 3,05 em 2022. Os analistas destacam que a não melhora da recomendação reflete o cenário de recessão, com as ações negociadas muito acima do múltiplo de recessão de 2009. Dessa forma, mesmo que a Suzano obtenha uma boa geração de fluxo de caixa livre, ainda há risco negativo à empresa dentro deste contexto.

 

Compradores de imóveis vão aparecer?

Reportagem do Estadão destaca que o mercado imobiliário pode estar perto de uma retomada vigorosa, pois nos últimos quatro meses seis construtoras e incorporadoras captaram R$ 3,8 bilhões em ofertas de ações para “colocar o pé no acelerador em seus projetos residenciais e comerciais”. Como tentativa de provocar otimismo, a matéria pode ser classificada de interessante, mas apresenta singelos argumentos como a que a queda dos juros aumentará o interesse de investidores no setor. O objetivo é provocar o interesse para que novas captações aconteçam via bolsa. O pitoresco é que não é feita a menor referência aos impulsionadores do mercado imobiliário, que são os compradores para morar ou alugar. Esses continuam endividados, sem poder pensar em aquisições.

 

Cobrança de comissão reduz lucro do banco

Os depósitos de clientes institucionais e financeiros no português banco BPI diminuíram mais de 63% até o final de setembro deste ano, depois que a instituição para a cobrar comissão de 0,3% para compensar o efeito dos juros negativos aplicados pelo Banco Central Europeu. Ao apresentar o resultado de nove meses deste ano, que atingiu € 253,6 milhões e foi 52% menor que o do exercício anterior, Pablo Foreto, CEO do banco, disse que o objetivo era reduzir os depósitos de investimento e, a partir de janeiro do próximo ano, a comissão será elevada para 0,5%.

 

Lucro da BB Seguridade foi construtivo

Para o Brasil Plural, os resultados da BB Seguridade foram considerados construtivos, com lucro 7,5% acima do consenso e 3,7% melhor do que as suas estimativas. E tem a opinião que a empresa aumenta seu guidance de crescimento de EPS de 8-13% para 13-17%.

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