Analistas aplaudem nova política de dividendos da Petrobras

A aposta é que continue o processo de diminuir o endividamento.

Acredite se Puder / 18:44 - 29 de ago de 2019

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Conforme destacam os analistas do Morgan, Credit Suisse e Bradesco BBI, a nova política da Petrobras de vincular dividendos ao nível de endividamento e fluxo de caixa reforça que uma das prioridades da administração é garantir que o processo de desalavancagem seja concluído, enquanto torna a empresa mais enxuta e focada na exploração e produção em águas profundas. “A distribuição de dividendos estaria, portanto, alinhada com as métricas operacionais e não estaria sujeita a ganhos ou perdas pontuais e não caixa”, segundo os técnicos do Morgan. E saudaram a nova política, vinculada ao nível da dívida e à geração de fluxo de caixa livre, de vez que preserva a estrutura de capital e compartilha fluxos de caixa futuros com acionistas minoritários. Um melhor yield de dividendos poderia fazer com que a ação da Petrobras negociasse nos mesmos termos de uma grande multinacional privada do petróleo.

 

Bitcoin caiu mais de 7% sem explicação

Sem a menor explicação, o bitcoin caiu mais de 7% para US$ 9.0522,00 depois de ficar praticamente estável por quase duas semanas. Aliás, a queda foi generalizada entre as maiores criptomoedas. Alguns especialistas se arriscam a apontar que as perdas foram motivadas pelo grande resgate de Tether, a stablecoin que, em teoria, é lastreada em dólar. Na manhã de quarta, o Tether enfrentou seu maior resgate da história, a merreca de US$ 55,8 milhões, que reduziu a quantidade da stablecoin de US$ 4,13 bilhões para cerca de US$ 4,09 bilhões de ativos. Poucas horas depois, o valor de mercado total de todos os criptoativos caiu US$ 13,5 bilhões.

Os analistas tentam relacionar os movimentos do bitcoin com a emissão de novos Tether e pesquisa feita do professor John Griffin, da Universidade do Texas, mostra que cenários de grande emissão da criptomoeda coincidem com valorizações do bitcoin. Existem suspeitas de que o Tether muitas vezes seja criado sem lastro no dólar para comprar bitcoins, fazendo com que seu preço aumente. O estudo aponta que, em momentos de queda do Bitcoin, o Tether pode ser usado para controlar o recuo. Portanto, com uma venda massiva da stablecoin, é possível puxar para baixo a cotação do Bitcoin.

 

Tanure não pode votar na Pharol

A Comissão de Mercados e Valores Mobiliários suspendeu os direitos de votos do empresário Nelson Tanure na Pharol, por falta de transparência nas suas participações na High Seas, High Bridge e Blackhill, sendo que apenas nesta admite ter participação. O pitoresco é que a High Bridge tem uma posição de 10%, mas esta posição está a sendo executada pelo Banco Comercial Português, pois comprou as ações e não pagou.

O regulador português não conseguiu no âmbito de uma fiscalização, não foram devidamente identificados os beneficiários efetivos da High Seas e High Bridges, A investigação precipitou-se depois de uma articulação na Pharol, quando em março a High Bridge propôs a entrada de administradores com ligações a Tanure, alegando que o investidor brasileiro tem antigas parcerias, laços de amizade, sucesso em investimentos com a High Bridge, o que não é sinónimo de propriedade. E garantiram que Denise Passos Ramos, Carlos Eduardo Bulhões e Ronaldo Carvalho da Silva, indicados para o conselho de administração da empresaa portuguessa não trabalham com o Tanure.

Em 29 de março, dia da assembleia geral da Pharol, a CMVM estabeleceu o prazo de 30 dias para a High Bridge e à High Seas, informarem o seu verdadeiro dono. Nada foi informado e a investigação continuou. Agora não podem ser usados os votos das três que representam 18% CMVM produz a decisão final, tendo já notificado as partes e os órgãos de administração e fiscalização da Pharol, assim como o presidente da mesa da assembleia-geral da sociedade, que é Diogo Lacerda Machado e que, nessa assembleia, autorizou o voto individualizado de cada uma das três empresas que tinham, então, cerca de 18%. Os direitos de votos da Pharol estão limitados a um máximo de 10%.

 

Facebook recompensa por falhas na libra

O Facebook anunciou recompensas de até US$ 10 mil para quem achar falhas no projeto de sua criptomoeda, a libra, a ser lançada em 2020. A proposta é que desenvolvedores recebam por vulnerabilidades de privacidade, segurança e operação na blockchain que consigam encontrar.

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