Análises fazem ações do Magazine Luiza subirem quase 7%

Bradesco otimista com compra da Netshoes e com startup de logística.

Acredite se Puder / 19:29 - 17 de jul de 2019

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As ações do Magazine Luiza chegaram a ser negociadas a R$ 250,29, com valorização de quase 7%. Depois, o mercado se acalmou, e a alta foi reduzida para a faixa dos 4%, com os preços oscilarando ao redor de R$ 244. Isso foi consequência do relatório do Bradesco BBI, no qual seus analistas elevaram a recomendação de neutro para outperform e aumentaram o preço-alvo de R$ 170 para R$ 320, estabelecendo um potencial de valorização de 37%. Entre os argumentos apresentados pelos técnicos, além da logística, está a compra da Netshoes e, além disso, no curto prazo, a expansão da empresa deverá ser apoiada pela aceleração dos downloads de aplicativos e do tráfego do site, assim como pela extensão da Logbee, startup de tecnologia de logística para entregas urbanas adquirida pela empresa em dezembro, para 150 cidades. Para os especialistas do Bradesco, “as estimativas mais altas para o volume total de vendas em reais são o principal responsável pelo aumento do preço-alvo”.

 

Analistas do Itaú BBA apostam na Ourofino

Os analistas do Itaú BBA provocaram de 3,50% nas ações da Ourofino que foram negociadas a R$ 41,40. ao elevarem a recomendação de market perform (desempenho dentro da média do mercado) para outperform e ajustaram o preço-alvo de R$ 32 para R$ 50, o que significa uma valorização de 25%. Para justificar esse forte reajuste nas projeções, a equipe do banco cita o maior ganho de faturamento da indústria de proteína animal na década, estimando que a receita da indústria de carne bovina deverá ter aumento de 9,9% em comparação com 2018; a de carne suína registrará crescimento de 41,6%, devido a menor oferta de porcos da China e de carne de frango crescerá 22,7%. Com issso venda de produtos veterinários da Ourofino se beneficiará do cenário atual. Além disso, a nova fábrica biológica da empresa está pronta e produzindo linhas para suínos com vendas de aproximadamente R$ 5 milhões por ano, o que representa atualmente menos de 1% da receita da empresa, pode chegar a 4% em 2022 e 16% em 2024.

 

Especialistas do Credit Suisse não gostam da Oi

Para os analistas do Credit Suisse, o novo plano estratégico da Oi é negativo, pois apresenta uma redução substancial nas expectativas do mercado e não trouxe nenhuma notícia nova em termos de fusões e aquisições. Como consequência apontam uma redução média de 3% para as projeções de 2019 e 2020, considerando cenário desafiador na telefonia residencial e para o comércio. Além disso, apontam que a projeção de Ebitda foi reduzida em 19%. Os técnicos do banco suíço classificaram de agressiva a estimativa de crescimento entre 15% e 20% para 2020 e 2021, lembrando que a tendência é de uma receita líquida mais fraca e um aumento de custos com fibra óptica, como o registrado no primeiro trimestre deste ano. Assim, os analistas do Credit reduziram o preço-alvo dos ADRs da Oi de US$ 1,20 para US$ 1. Os do Bradesco BBI, por sua vez, reduziu a recomendação das ações para neutro e baixaram o preço-alvo de R$ 2,10 para R$ 1,80.

 

Credit vê ações da B3 em R$ 48

Analistas do Credit Suisse elevaram o preço-alvo da ação da B3 de R$ 35 para R$ 48, mantendo a recomendação como outperform e prevendo alta de 20,8%. O aumento está relacionado às melhores perspectivas para o setor financeiro não bancário em geral.

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