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Agronegócio exporta US$ 101,69 bilhões em 2018

As vendas para a China explicam o recorde da balança de produtos agrícolas.

Negócios Internacionais / 21 Janeiro 2019 - 17:31

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As exportações do agronegócio atingiram o valor recorde nominal de US$ 101,69 bilhões em 2018, com crescimento de 5,9% em relação aos US$ 96,01 bilhões exportados em 2017. O recorde anual anterior ocorreu em 2013, quando o país exportou US$ 99,93 bilhões em produtos do setor. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas para a China explicam o comportamento da balança do agro. As exportações para o país aumentaram US$ 9 bilhões. O valor supera o aumento US$ 5,67 bilhões registrado no mercado externo de alimentos como um todo.

No complexo soja, o grão foi o principal produto exportado com volume recorde de 83,6 milhões de toneladas. Segundo o boletim da Secretaria, o incremento na quantidade exportada não ocorreria sem a forte demanda chinesa. O consumo chinês cresceu de 53,8 milhões de toneladas, em 2017, para 68,8 milhões de toneladas, em 2018, com aumento de 15 milhões de toneladas de soja em grãos.

Já o comércio de carne bovina in natura atingiu volume recorde na série histórica iniciada em 1997. No ano passado, foram exportadas 1,35 milhão de toneladas (+12,2%). Foram vendidas para a China 322,3 mil toneladas com acréscimo de 111,1 mil toneladas em relação a 2017.

Outro produto que teve desempenho favorável, nos últimos 12 meses, foi a celulose, dentro do segmento de produtos florestais. A celulose obteve valor recorde de US$ 8,35 bilhões (+31,5%), também, em quantidade, chegando a 15,3 milhões de toneladas (+10,6%). Também a demanda chinesa explica em grande parte esse incremento. O país asiático aumentou as aquisições para 6,5 milhões de toneladas de celulose em 2018 (+20%).

A participação do Agronegócio representou 42,4% do total das vendas externas brasileiras no ano. As importações do agro registraram retração de 0,8%, somando US$ 14 bilhões. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 87,6 bilhões (+7,1%)

 

Câmara Árabe abre inscrições para a Gulfood

A Câmara de Comércio Árabe Brasileira está com inscrições abertas para empresas brasileiras de alimentos e bebidas interessadas em participar da 24ª edição da Gulfood, maior feira do setor no Oriente Médio, que ocorre de 17 a 21 de fevereiro no Dubai World Trade Centre, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A oferta é apenas para empresas associadas à Câmara Árabe, e as inscrições podem ser feitas até 24 de janeiro, entrando em contato com o Departamento Comercial da entidade (informações abaixo). As vagas são limitadas.

Segundo a organização da Gulfood, são esperados mais de 98 mil visitantes de todo o mundo e mais de 5 mil empresas expositoras. O evento terá como tema “The World of Good. The World of Food” (em tradução livre, “O Mundo do Bem. O Mundo da Comida”), e tratará de tendências de consumo, inovação, oportunidades de negócios e novos sabores.

Informações e inscrições: www.anba.com.br

 

Bons negócios em feira calçadista na Itália

A primeira plataforma comercial do setor calçadista no exterior em 2019 inaugurou positivamente o ano para as empresas brasileiras participantes. A Expo Riva Schuh, tradicional feira italiana da cidade de Riva del Garda, reuniu compradores e expositores do segmento entre os dias 12 e 15 de janeiro, possibilitando bons negócios para a delegação do Brasil. As 44 marcas verde-amarelas presentes comercializaram 431,3 mil pares de calçados, que geraram mais de US$ 7 mi em negócios in loco, valor 57% maior do que a edição do mesmo período de 2018. A expectativa para os próximos meses é que as negociações ultrapassem os US$ 20 milhões. Os números fazem parte do relatório da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que por meio programa Brazilian Footwear, mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), viabilizou as participações.

 

União Europeia impõe restrições ao aço brasileiro

Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, a salvaguarda “impactará as exportações brasileiras”. A medida deve entrar em vigor no início de fevereiro. O governo brasileiro, conforme o Itamaraty, “tem dialogado com a União Europeia com o objetivo de preservar as exportações das empresas nacionais”. No momento, estão em andamento consultas entre o Brasil e a União Europeia a respeito do tema.

O Itamaraty informou que continuará atuando, em conjunto com os demais órgãos de governo federal e com o setor privado, “com todo o empenho na defesa dos interesses dos exportadores brasileiros”.

No ano passado, os Estados Unidos sobretaxaram as importações de aço de outros países. Após gestões do governo, o aço brasileiro ficou fora da medida.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@hmail.com

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