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Agricultura abre inscrições para feiras internacionais

Governo arcará com os custos dos espaços, contratação de recepcionistas e confecção dos catálogos.

Negócios Internacionais / 04 Fevereiro 2019 - 17:34

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que abriu inscrições para empresas e entidades brasileiras dos ramos de alimentos e bebidas que tenham interesse em participar de uma série de feiras internacionais. As mostras vão correr este ano em diversos países. Entre os eventos está a Annual Investment Meeting (AIM), conferência e feira anual de investimentos estrangeiros diretos (IED) que vai ocorrer em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de 8 a 10 de abril.

A seleção das empresas inscritas será feita pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa. Um dos principais objetivos do ministério é atrair investimentos para o agronegócio brasileiro. A iniciativa ocorre em parceria com o Itamaraty. As duas pastas vão arcar com os custos dos espaços nas feiras, contratação de recepcionistas e confecção dos catálogos para os pavilhões brasileiros. As demais mostras já previstas são a Sial Canadá, de 30 de abril a 2 de maio; a Thaifex World Food Asia, de 28 de maio a 1º de junho, na Tailândia; a World Food Istambul, de 4 a 7 de setembro, na Turquia; a Fruit Attraction, de 22 a 24 de outubro, na Espanha; e a Israfood, de 26 a 28 de novembro, em Israel.

Mais informações: Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio, telefone: (61) 3218-2425 e e-mail: dpi@agricultura.gov.br

 

Promoção de exportações temporárias

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 19,3% das empresas exportadoras realizam exportações temporárias. Essa modalidade de exportação é feita, principalmente, para apoiar a participação das empresas em feiras, exposições e congressos e para o envio de amostras comerciais. Segundo a pesquisa, 83,5% das empresas não conhece a modalidade denominada ATA Carnet, destinada a exportações temporárias. Das instituições que conhecem o documento, 3,9% o utilizam. O documento ATA Carnet, que suspende a incidência de impostos sobre a permanência temporária de produtos e equipamentos, foi implementado no Brasil em outubro de 2016.

Com apenas um documento, empresas podem entrar com bens em 77 países durante 12 meses. Esse documento reúne todas as informações que devem ser apresentadas na aduana de saída e de entrada, reduzindo a burocracia, tornando mais rápidos os trâmites aduaneiros e pode ser usado tanto por pessoa física quanto jurídica. A CNI é a entidade credenciada junto à Receita Federal para emitir o documento por meio da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), presente nas federações das indústrias de todo o país.

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, disse que, diferentemente do que ocorre em países concorrentes, as empresas brasileiras não têm a cultura de levar seus produtos para demonstrar no exterior. Segundo ele, o costume é comum na Alemanha, nos Estados Unidos e na Suíça. “As empresas precisam ver a modalidade de exportação temporária como um instrumento do processo de internacionalização e como um diferencial de competitividade”, disse o diretor da CNI. “Quando uma empresa leva o produto para ser experimentado lá fora, isso aumenta a possibilidade de ela exportar mais e se internacionalizar. A internacionalização, por sua vez, contribui para tornar nossa indústria mais inovadora.”

A pesquisa Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras de 2018 ouviu 589 empresas exportadoras entre outubro de 2017 e março de 2018 e apresenta um raio-X dos problemas que os empresários brasileiros enfrentam para poder vender bens e serviços para o exterior.

 

Brasileiros na maior feira calçadista do mundo

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), levará 67 marcas para participar da maior feira do setor em nível mundial, a Micam Milano. A 87ª edição da mostra apresentará as coleções de outono-inverno de mais de 1,3 mil expositores de 30 países entre os dias 10 e 13 de fevereiro, em Milão/Itália.

A tradicional mostra é uma das mais rentáveis para os calçadistas brasileiros. Na feira do ano passado foi gerado mais de US$ 7,6 milhões com a participação. “A Micam Milano é uma das mais importantes feiras de calçados do mundo. Depois de abrir o ano de participações internacionais com bons resultados na Expo Riva, também na Itália, temos ótimas expectativas para a feira milanesa. O produto acertado, combinado com o bom momento para a exportação brasileira, tende a dar bons frutos”, projeta a analista de Promoção Comercial, Paola Pontin. Recebendo mais de 40 mil visitantes a cada edição, a maior parte deles da Europa, a Micam Milano é considerada a feira mais internacionalizada do setor calçadista.

 

Anut e CNI defendem privatização das docas

Integrantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) e associações empresariais do setor de transporte defenderam, durante reunião quarta-feira passada (30), em Brasília, o aumento da eficiência e a privatização das companhias docas – empresas que administram os portos. Na avaliação da CNI, a solução para tornar os portos eficientes passa por um processo semelhante ao que vem ocorrendo no país com os aeroportos, que ganharam em qualidade depois de concedidos para a iniciativa privada. O tema foi debatido por integrantes de diversas entidades do setor produtivo.

De acordo com o presidente da Anut, Luiz Baldez, as chamadas cias docas são insustentáveis do ponto de vista financeiro. “O quadro atual das companhias docas é de alto endividamento. Elas necessitam de recursos do Tesouro Nacional, não têm condições de pagar dívidas de curto e longo prazos, não têm como investir nem como fazer dragagem”, afirma Baldez. Na avaliação da CNI, a manutenção das estatais na administração dos portos representou a continuidade de uma atuação caracterizada por problemas de gestão e por volume de investimento insuficiente para atender à expansão do comércio exterior do país. O cenário é de baixa capacidade gerencial, elevados passivos trabalhistas e dificuldade para promover as transformações necessárias para elevar a eficiência dos portos públicos a padrões internacionais.

Os portos apresentam uma estrutura similar à de um shopping center, onde a administração portuária é o síndico do shopping, e as lojas são os terminais. Hoje, todos os terminais são operados pela iniciativa privada, mas as docas, que é o síndico, são entes públicos, com problemas e ineficiências inerentes às empresas estatais”, afirmou o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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