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Acusações não abalam favoritos ao Senado

Operação Lava Jato não afetou influência de políticos envolvidos Vinte e cinco candidatos ao Senado que foram...

Política / 05 Outubro 2018

Operação Lava Jato não afetou influência de políticos envolvidos

Vinte e cinco candidatos ao Senado que foram citados, investigados, denunciados ou se tornaram réus na operação Lava Jato aparecem como favoritos. Desses, 14 são senadores que tentam a reelei-ção. Nas últimas pesquisas, eles estão na liderança ou tecnicamente empatados na disputa pela segunda vaga em seus estados.
Um deles é Renan Calheiros (MDB-AL), que é alvo de mais de uma dezena de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). No último levantamento realizado em Alagoas, ele aparecia com vaga garantida com 39% das intenções de voto, em uma disputa que conta com apenas dois candidatos competitivos.
Outros que devem conquistar mais um mandato são Edison Lobão (MDB-MA), Jader Barbalho (MDB-PA), Humberto Costa (PT-PE), Jorge Viana (PT-AC), Valdir Raupp (MDB-RO) e Ciro Nogueira (PP-PI). O último é presidente do PP, um dos partidos mais envolvidos na operação. Todos aparecem com mais de 25% de intenções de voto.
Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que foi citado na delação da Odebrecht como destinatário de R$ 800 mil em caixa 2 e que já teve em 2009 o mandato de governador cassado, lidera com 40%. Na planilha de pagamentos da empresa, seu apelido era “Prosador”.
Outros tucanos também estão na relação de favoritos: o senador senador catarinense Paulo Bauer (PSDB) e o capixaba Ricardo Ferraço.
No Ceará, o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), chamado de “Índio” na planilha da empreiteira, tem 39% das intenções de voto. Ele é alvo de dois inquéritos no Supremo e foi citado por um delator como destinatário de R$ 2 milhões.
Talvez a mais famosa – e mais favorita – é a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela foi alvo de duas denúncias pela PGR.