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Acordo Mercosul–União Europeia está próximo

Negócios Internacionais / 18 Dezembro 2017

A negociação do acordo Mercosul–União Europeia avançou bastante na última semana e poderá ser concluída nos próximos meses. Essa é a avaliação do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, e da equipe técnica que acompanha as negociações em Buenos Aires, Argentina. “As tratativas evoluíram e os blocos se aproximaram em relação a posições como a abrangência, a velocidade e as regras da liberalização do comércio”, diz o diretor. Na avaliação da CNI, o esforço final para a formalização do acordo cabe à União Europeia, principalmente no que diz respeito à abertura de seu mercado agrícola e no atendimento às demandas industriais, como o regime aduaneiro especial de drawback, que isenta os insumos importados de produtos que serão exportados. Os negociadores do Mercosul fizeram concessões adicionais para chegarem a um consenso.

A indústria brasileira espera ver o acordo implementado o mais rapidamente possível, pois esta ação permitirá ao Brasil entrar na liga das grandes economias do comércio internacional. A CNI reconhece o empenho em prol do acordo dos ministérios das Relações Exteriores (MRE), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), durante a rodada realizada na Argentina, paralelamente a 11ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

Camex zera II para 1.116 máquinas

Foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU), as Resoluções Camex 90 e 91, que reduzem de 16% e 14% para zero o Imposto de Importação para bens de informática e telecomunicações e de bens de capital sem produção no Brasil. As reduções tarifárias que entram hoje em vigor, de acordo com o regime de ex-tarifário, são temporárias e as importações sem tarifas podem ser feitas até 30 de junho de 2019 de acordo com o que estabelecem as duas novas Resoluções Camex. As empresas que solicitaram o benefício à Camex informam que os equipamentos serão utilizados em projetos que representam novos investimentos no valor de US$ 2,414 bilhões. Os principais setores contemplados em relação aos novos investimentos, serão: automotivo (19,8%), eletroeletrônico (10,9%) e bens de capital (10,7%). Entre os principais projetos beneficiados estão a melhoria da qualidade e produtividade no processo produtivo de uma fábrica de automóveis; a produção local de smartphones, e a expansão de fábricas de painéis fotovoltaicos.

 

Exportações de café têm recuo de 3,2%

Em novembro, as exportações de café do Brasil apresentaram um recuo de 3,2% na comparação com o mês anterior, segundo relatório divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Com isso, o total de sacas exportadas no período foi de 2.785.853, com receita cambial chegando a US$ 460,6 milhões e o preço médio em US$ 165,34. No acumulado do ano civil (janeiro a novembro de 2017), o Brasil registra um total de exportação de mais de 27,7 milhões de sacas, o que representa uma queda de 10,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita cambial também teve um declínio, alcançando US$ 4,7 bilhões. Entre as variedades embarcadas, o café arábica correspondeu por 88% do volume total de exportações (24.349.627 sacas), seguido pelo solúvel com 11,1% (3.061.467 sacas) e robusta com 0,9% (239.871 sacas).

 

Promulgado acordo entre Mercosul e Egito

No dia 6 de dezembro de 2017, foi promulgado o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Egito, por intermédio do Decreto 9.229. O Acordo de Livre Comércio (ALC) Mercosul-Egito foi o primeiro dessa modalidade a ser celebrado pelo bloco sul-americano com país do continente africano. O texto assinado pelo Mercosul em 2010, e posteriormente aprovado pelo Brasil e internalizado pelos demais sócios, entra em vigor a partir dessa data. O Acordo abrange aproximadamente 9.800 linhas e destina-se à abertura ao mercado bilateral de bens, além de conter cláusula evolutiva sobre a possibilidade de entendimentos, no futuro, para acesso em serviços e investimentos.

 

AEB projeta exportações de US$ 216,462 bilhões

Na primeira previsão para a balança comercial de 2018, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estimou que as exportações alcançarão US$ 218,966 bilhões, alta de 1,1% em comparação aos US$ 216,462 bilhões esperados este ano. As importações ficarão em US$ 168,625 bilhões, mostrando aumento de 11,7% sobre os US$ 150,995 bilhões projetados para 2017. O saldo será 23,1% menor, com total de US$ 50,341 bilhões no próximo ano, frente aos US$ 65,467 bilhões previstos para 2017. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da AEB, José Augusto de Castro, analisou que 2017 foi um ponto fora da curva. “Porque ano que vem nós temos a expectativa de que, com a retomada do crescimento econômico interno, vai haver maior demanda por produtos importados. E as exportações crescerão somente 1,1%”. Castro lembrou que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já anunciou que haverá uma quebra na safra de soja e de milho, itens que têm um peso grande na pauta de vendas para outros países.

 

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